Reseha
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4 de janeiro de 2023

Resenha: A Longa Viagem A Um Pequeno Planeta Hostil - Becky Chambers.



"O universo é aquilo que fazemos dele, cabe a você decidir que papel quer desempenhar."



A Longa Viagem A Um Pequeno Planeta Hostil, é um livro de ficção cientifica escrito por Becky Chambers que foi lançado no Brasil pela editora Darkside. A história é narrada em primeira pessoa pela jovem chamada Rosemary. Ela é uma humana e aceita seu mais novo emprego na nave para se reconstruir e esquecer de seu passado que a princípio não é mencionado...

A bordo da nave, além do capitão, estão Corbin, Kizzy, Jenks, Sissix, Dr. Chefe, Ohan, a A. I. Lovey e a novata Rosemary, uma guarda livros recém recrutada e que nunca viajou pelo espaço. O livro tem excesso de descrições dos personagens. Porém, não coloca nenhum tipo de Ilustrações para caracterizar os personagens. Durante a leitura, eu percebi o quanto isso atrapalhou para compreender o enredo da história. Mesmo assim, Rosemary e a Kissy estão sendo as minhas personagens preferidas desde então... Esse é meu primeiro contato com o gênero de ficção científica. Gostei do universo criado pela autora, como ela descreve tudo com uma riqueza de detalhes... Embora, isso me atrapalhou um pouco ao decorrer da leitura.


Título: A longa viagem a um pequeno planeta hostil
Autora: Becky Chambers
Tradução: Flora Pinheiro
Editora: Darkside Books
Ano: 2017
Páginas: 352
Avaliação: ☕☕☕..




Sinopse: A tripulação da nave espacial Andarilha é composta por indivíduos de planetas, espécies e gêneros diferentes, incluindo uma piloto reptiliana, uma estagiária nascida nas colônias de Marte e um médico de gênero fluido, que transita entre o masculino e o feminino ao longo da vida. Temas como amizade, racismo, poliamor, força feminina e novos conceitos de família fazem parte do universo do livro, assim como cada vez mais fazem parte do nosso mundo.

Do chão, nós nos erguemos;
Nas nossas naves,vivemos;
Nas estrelas,sonhamos.
– PROVÉRBIO EXODONIANO –

A LONGA VIAGEM A UM PEQUENO PLANETA HOSTIL é o primeiro livro de ficção científica da linha DarkLove. Livros escritos por autoras com grandes histórias para contar, prontas para desbravar novos mundos. E ele consolida a DarkSide® Books no fantástico universo de sci-fi. A editora já lançou Star Wars: A Trilogia, novelização dos três primeiros filmes da saga, e O Homem que Caiu na Terra (1963), de Walter Tevis, romance que deu origem ao primeiro filme de David Bowie como autor, dirigido por Nicolas Roeg em 1976.


Becky Chambers é uma revelação na literatura sci-fi. Filha de cientistas espaciais, sempre que precisa, checa informações com a mãe, especialista em astrobiologia, e com o pai, engenheiro espacial. Becky recorda com carinho da primeira vez em que assistiu a um episódio de Star Trek: Next Generation, aos três anos de idade. Geek com muito orgulho, adora jogar games no pc e RPGs de papel e caneta. Seus livros, A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil e A VIDA COMPARTILHADA EM UMA ADMIRÁVEL ÓRBITA FECHADA, foram indicados ao Hugo Award, Arthur C. Clarke Award, e o Bailey’s Women’s Prize for Fiction, entre outros grandes prêmios. A série é ganhadora do Prix Julia Verlanger de 2017.



O livro de Becky Chambers é um marco recente no universo da ficção científica. Lançado originalmente através de financiamento coletivo pela plataforma Kickstarter, ele conquistou a crítica especializada e os ainda mais exigentes fãs do gênero, sendo indicado para prêmios respeitados, como o Arthur C. Clarke Award e o Hugo Award. Um dos motivos do sucesso de "A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil" é a abordagem da história. Elementos essenciais em qualquer narrativa sci-fi estão muito bem representados, como a precisão científica e suas possíveis implicações políticas. O gatilho principal é a construção de um túnel espacial que permitirá ao pequeno planeta do título participar de uma aliança galáctica.



Mas o que realmente torna único esse romance on the road futurístico e muito divertido são seus personagens. Instigantes, complexos, tridimensionais. A autora optou por contar a história de gente como a gente - ainda que nem todos sejam terráqueos, ou mesmo humanos. A tripulação da nave espacial Andarilha é composta por indivíduos de planetas, espécies e gêneros diferentes, incluindo uma piloto reptiliana, uma estagiária nascida nas colônias de Marte e um médico de gênero fluido, que transita entre o masculino e o feminino ao longo da vida. Temas como amizade, racismo, poli-amor, força feminina e novos conceitos de família fazem parte do universo do livro, assim como cada vez mais fazem parte do nosso mundo.

É um livro de sci-fi, mas cheio de lições tão necessárias! Becky Chambers nos presenteia com algo muito profundo! Esse livro traz a tona discussões que fazem parte do nosso presente, e que provavelmente farão parte do nosso futuro como sociedade. Como poderemos ter uma convivência pacífica com outros tipos de seres extraterrestres ( se eles existirem), e com a Inteligência Artificial que se tornará quase humana; quando não conseguimos ter isso com os da nossa própria espécie, por serem diferentes!? Becky Chambers nos deu não apenas um livro, e sim um manual de como podemos melhorar a relação entre todos nós, ao deixarmos de lado todo tipo de pré conceito, e usarmos a empatia como ela deve ser! Seus personagens principais são a personificação da empatia, compreensão, e do amar ao próximo como a ti mesmo. Eu adiquiri esse livro Uma longa viagem a um pequeno planeta hostil na penultima maleta do Turista Literário que eu assinei. Na época, ainda era lançamento e eu ouvi maravilhas desse livro... Infelizmente, essa leitura não funcionou para mim.



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28 de março de 2022

Resenha: A Fantástica Viagem do Pequeno Cidadão

 

♫...Se a lua não te quer, tudo bem
Você é lindo cara, e seu brilho vai muito mais além!
Um dia você vai encontrar alguém
Que com certeza vai te amar também...♫


livro
A Fantástica Viagem do Pequeno Cidadão conta sobre um menino, que mora no planeta X e decide viajar e conhecer outros planetas, ele monta no seu pássaro Uirapuru (que aqui na terra é um pássaro pequeno. Porém no planeta X ele é imenso e voa alto, inclusive perto das estrelas maiores como o sol) viaja por muitos planetas, conhece e descobre sobre várias coisas...

Sinopse: O Pequeno Cidadão nasceu em 2009, num CD gravado por Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Taciana Barros e Antônio Pinto, quatro pais corujas e seus filhos queridos, só com músicas para crianças. Inspirada pelas letras das músicas, Januária Alves criou o Pequeno Cidadão – um menino muito esperto, inteligente e curioso. Já nasceu com 7 anos e saiu direto de dentro de um CD cheio de músicas divertidas para as páginas deste livro que você vai ler. Acompanhado de seus amigos, o pássaro uirapuru Tangará, o sapo-boi Coach, a boneca Susi, entre outros, ele vai partir do seu Planeta X e viajar por muitos outros planetas, aprendendo que poder escolher o que queremos fazer na vida é “O grande X da questão” !


Eu era uma "menininha remelenta" mo inicio dos anos 90. E uma das coisas que eu adorava ver na TV eram as novelinhas infantis daquela época: Carrossel, Chiquititas e novelas mexicanas infantis que passavam no SBT. Na época, que o  SBT fez os remakes eu já era bem grandinha... Porém, eu  assisti alguns episódios dessas novelas de uma maneira um tanto quanto nostálgica e a trilha sonora me chamou bastante atenção foi assim que conheci o projeto Pequeno Cidadão. 

O livro tem citações das músicas, Pequeno Cidadão é um projeto de: Arnaldo Antunes, Taciana Barros, Antonio Pinto e Edgard Scandurra. Tudo começou quando esses músicos decidiram gravar com os seus filhos e começaram a dar visões de uma criança em algumas músicas. O som mescla de rock a  MPB e chega até um leve pop. As músicas como eu disse, são voltadas pra visão de um garotinho, descobrindo o mundo. Ele está descobrindo que é errando que se acerta, que é chorando que se levanta, que tem que fazer bagunça mesmo, brincar e se divertir; que ele precisa ser criança o quanto puder e claramente dá pra perceber que o intuito de tudo é levar uma percepção poética sobre o mundo, de um jeito inocente e encantador pras pessoas

 

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1 de outubro de 2021

Resenha: A bruxa Margaret; Jim Broadbent & Dix

Hoje minha resenha é do livro A bruxa Margaret, lançado pela DarkSide Books. O livro é de autoria de Jim Broadbent & Dix. Primeiramente, eu fiquei confusa de como eu escreveria a resenha desse Grafic Novel.  Pois, antes de escrever sobre  a leitura desse  Grafic Novel é preciso entender de onde essa narrativa foi inspirada...

A representação mais famosa de Magriet foi imortalizada em uma pintura a óleo do artista belga Pieter Bruegel, o Velho, em 1563. A obra de arte se encontra no Museu Mayer van der Bergh, na Antuérpia. Acredita-se que ela tenha sido criada para uma série de trabalhos. No Brasil, o título é traduzido como “Mulher Louca”.

No quadro há muito acontecendo, mas uma mulher se destaca: Griet se dirigindo à porta do inferno com uma armadura, carregando itens que parecem ter sido saqueados e carregando uma faca e uma espada, o que faz uma possível referência à expressão “ele poderia ir ao inferno com uma espada na mão”Enquanto Magriet (também chamada apenas de Griet) se destina à boca do inferno, suas seguidoras estão saqueando uma casa. Um livro de provérbios publicado na Antuérpia traz um ditado que captura a essência da obra de Bruegel:

“Uma mulher faz barulho, duas mulheres dão muito trabalho, três um mercado anual, quatro uma briga, cinco um exército, e contra seis o próprio Diabo não tem arma”.


A narrativa do livro A Bruxa Margaret dos autores Jim Broadbent e Dix não é clara... Em um primeiro momento você não vai compreender o que está se passando. Somos apresentadas a Margaret e ao virar as páginas iremos notar o quão a personagem é isolada e marginalizada. É chamada de bruxa pelos moradores da vila onde ela tenta vender suas enguias, ela também sofre humilhações e roubos. A paleta de cores dos quadrinhos e Ilustrações retrata bem a melaconlia e solidão de Margaret.

Gatilhos: Mutilação, nudez explícita e linguajar violento..

A Bruxa Margaret é uma história em quadrinhos de autoria de Jim Broadbent e Dix. Porém, sua inspiração veio de um antigo quadro de Pieter Bruegel: O Velho. Ainda assim, a obra é conhecida como Dulle Griet ou Mad Meg, do inglês; sendo datada de 1563. Em suma, ela representa a história de uma mulher que brigou com o marido, invadiu o inferno e retornou de lá. Por mais fantasiosa que seja, a obra retrata um comportamento diferente do esperado de uma mulher à época. Ela basicamente lidera um exército feminino atacando o inferno.


Jim Broadbent é um ator britânico, vencedor do Oscar. Atuou na franquia dos filmes do Harry Potter e na série televisiva Game Of Thrones, além de ser bastante reconhecido pelo seu talento nos palcos do teatro, encenando peças de Shakespeare. A Bruxa Margaret é sua primeira história em quadrinhos. Dix é um quadrinista, chargista e pintor do Reino Unido, que publica sua série Roll Up! Roll Up! no jornal The Guardian. Na década de 1990, foi um dos fundadores da revista alternativa inglesa Purr. Em 2015, lançou Klaxon, em parceria com Si Spencer. A Bruxa Margaret é sua segunda Graphic Novel.

Título | A Bruxa Margaret
Autores | Jim Broadbent e Dix
Tradutora | Aline Zouvi
Editora | DarkSide® Books
Edição | 1ª
Idioma | Português
Especificações | 144 páginas, capa dura, colorido
Avaliação
 |  ☕☕...


Sinopse: Existem muitas bruxas pintadas no imaginário coletivo e a personagem de A Bruxa Margaret, ao mesmo tempo em que faz parte dessa tradição, traz o seu próprio toque a esse universo. A graphic novel surgiu a partir do interesse do ator e escritor Jim Broadbent (de Harry Potter e Game of Thrones) pela figura de Dulle Magriet, em um quadro de mesmo nome de Pieter Bruegel, o Velho, de 1536. Mas mesmo antes da pintura, já existia a lenda flamenga sobre Magriet (ou Margaret), uma mulher geralmente associada a demônios e feitiçaria. A partir dessa inspiração, Broadbent e o desenhista britânico Dix desenvolvem uma história em que o caráter humano da personagem transcende o mito. Em A Bruxa Margaret pouco é definido, o que potencializa o estilo de desenho, enquanto as cores pálidas mostram que não se trata de um mundo de preto e branco, com rígidas definições de certo e errado.

Como boa história em quadrinhos que é, emprega os recursos visuais para narrar os eventos, ao mesmo tempo que o texto, ambíguo e dissonante, amplia as possibilidades de percepção do enredo. Broadbent e Dix aprofundam a personagem ao mostrar seu discurso impreciso, suas ações erráticas, seu ambiente caótico. A bruxaria continua lá, mas Margaret muda o papel que desempenha nas lendas. Aqui, ela é uma humana, que mora em um lugar isolado e sombrio, e tenta sobreviver com a venda de enguias na feira. Tudo isso, é claro, com a manifestação da magia e do entendimento muito singular que Margaret tem sobre si mesma e realidade do mundo ao seu redor. Aberto a diversas interpretações, A Bruxa Margaret é um livro que incentiva a releitura, não pela incompreensão de sua trama e sim por oferecer muito mais que apenas um lado da história.

Senti falta dos diálogos durante a narrativa... Embora, tenha mostrado os elementos sobrenaturais e sombrios faltou os diálogos para os personagens transmitirem algo além dos sentimentos subentendidos que  transitam entre agonia, tristeza, vergonha e alegria.

Somos apresentados a personagem Margaret, em um ambiente completamente claustrofóbico e depressivo. Margaret, e seu lado mais primitivo, aquele que representa a mulher negligenciada, violentada, solitária, incompreendida e refém de uma sociedade cruel, que a obriga a viver sozinha e sobreviver com pouco devido à sua própria natureza. Acompanhamos  a jornada de Margaret em um rio, onde ela pesca enguias para comercializar em uma pequena comunidade. No entanto, após uma faísca de alegria, tudo se transforma em pura humilhação. Então, agarrada em sua própria força e crença, Margaret utiliza um ritual antigo para concretizar seus dois sonhos: ter ouro e um amigo para ser seu par, mas somente um deles será seu tesouro.

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16 de dezembro de 2020

Resenha: Cartas de Amor aos Mortos


O livro Cartas de Amor aos Mortos foi lançado em 2015. É um livro de estréia da autora Ava Dellaira pela editora Seguinte. Adquiri esse livro na Whilist Natalina lá por meados de Dezembro. Mas, nas primeiras páginas notei que precisava um pouco mais de tempo para apreciar a narrativa da história que é por meio de cartas para cantores e outros artistas mortos.



Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky.




Título: Cartas de Amor Aos Mortos
Autor: Ava Dellaira
Editora: Seguinte
Número de Páginas: 344
Ano de Publicação: 2014
Avaliação: ☕☕☕☕☕



Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.




A narrativa desse livro estrutura-se em cartas escritas por Laurel para os seus ídolos que já morreram: Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop…. É na aula de inglês que Laurel recebe essa tarefa: escrever uma carta para alguém que morreu. Logo a garota escolhe Kurt Cobain para escrever sua carta, pois a irmã o adorava, mas acaba sendo um desabafo tão intenso que ela não tem coragem de entregar a tarefa. E o que era uma lição acabou virando um verdadeiro diário em forma de cartas que escreve ao longo dos meses para diversas personalidades que morreram. A leitura é bastante intensa. O que era uma lição, acabou virando um verdadeiro diário com desabafos "Alguns segredos só conseguimos contar aos nossos maiores ídolos" se transformando em uma maneira de Laurel lidar com seu primeiro ano em uma escola nova e com a família despedaçada depois da morte de sua irmã.


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8 de dezembro de 2020

Resenha: A Vida do Livreiro A.J. Fikry.

“As pessoas contam mentiras chatas sobre política, Deus e amor. Você descobre tudo que precisa saber sobre uma pessoa com a resposta desta pergunta: Qual é o seu livro preferido?"


Nesses últimos meses, eu resolvi ler os meus livros ainda "ñ lidos" e diminuir a quantidade de leituras na prateleira dos "livros não lidos". Sim, sou chata... os livros só vão para a parte superior da estante, depois de devidamente devorados lidos. Adquiri esse livro no segundo semestre do ano de 2014 e até fotografei no ultimo Book Haul do segundo semestre.

Mas, eu só fui realmente ler esse livro na segunda semana desse mês de fevereiro. Nesse momento, me encontro em um estado um tanto que #reclamona (Será que é por causa do inferno astral?) mas, diferente de outras épocas me sinto culpada, de ficar procurando motivos para reclamar. Pois, se ficarmos procurando motivos para reclamar a lista será infinita... Fazendo parecer que, não temos motivos suficientes para sermos gratos.


“Às vezes os livros só nos encontram no momento certo.”




Sinopse: A Vida do Livreiro A.J. Fikry - Uma carta de amor para o mundo dos livros “Livrarias atraem o tipo certo de gente”. É o que descobre A. J. Fikry, dono de uma pequena livraria em Alice Island. O slogan da sua loja é “Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo”. Apesar disso, A. J. se sente sozinho, tudo em sua vida parece ter dado errado. Até que um pacote misterioso aparece na livraria. A entrega inesperada faz A. J. Fikry rever seus objetivos e se perguntar se é possível começar de novo. Aos poucos, A. J. reencontra a felicidade e sua livraria volta a alegrar a pequena Alice Island. Um romance engraçado, delicado e comovente, que lembra a todos por que adoramos ler e por que nos apaixonamos.

Livro: A Vida do Livreiro A.J. Fikry
Autor: Gabrielle Zevin
Ano: 2014 /
Páginas: 192
Editora: Paralela
Avaliação: ☕☕☕☕☕ 






Quando eu tinha uns 07 anos mais ou menos, quando os professores chamavam a minha atenção costumavam repetir a frase: "Nenhum homem é uma ilha." e era assim que eu me sentia, quando na maioria das vezes lanchava sozinha nos inúmeros intervalos do ensino fundamental... Quando aprendi a ler e descobri que Cada livro é um mundo e cada semana estava em um mundo diferente mesmo estando no mesmo lugar. A Desvantagem de ser sozinha "é, qualquer bagunça que faça, você mesmo tem que limpar." e acabei me tornando responsável por todas as "sujeiras" que eu fazia na vida...Quando as coisas pioravam eu corria para os meus pais e eles estavam sempre lá, me protegendo.



Sou contemplada em morar em uma cidade com quatro grandes livrarias e aprendo no livro do livreiro... que "Um lugar não é um lugar sem uma livraria". Mesmo assim, não acho que seria um trabalho ideal. Leio por prazer, nos finais de semana solitário e esses dias são os mais divertidos. Não conseguiria fazer disso uma obrigação apesar do conhecimento adquirido de poder falar com propriedade sobre livros que é um dos meus assuntos preferidos.

Os personagens secundários Amelia Daniel e Maya são envolventes e completamente essências para toda a mudança na vida do personagem principal A.J. Fikry.

Lembra-se Maya: As coisas que nos tocam aos vinte não são necessariamente os que nos tocam aos quarenta, e vice versa. Isso é verdade para os livros e para a vida.

Foi uma das minhas leituras preferidas daquele ano! A Autora Gabrielle Zevin conseguiu fazer uma verdadeira declaração de amor ao mundo do livro, A Vida do Livreiro A.J. Fikry passam mensagens de gratidão e amor ao próximo e aos livros. É uma dos meus livros queridinhos da minha estante e é uma leitura que eu recomendo.




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