25 de janeiro de 2022

5 motivos para ler: A Guerra que Salvou a minha vida, Kimberly Brubaker Bradley

A Guerra que Salvou a minha vida é um livro de ficção escrito por Kimberly Brubaker Bradley, do selo DarkLove da Darkside Books. No livro, a autora nos conta a história que se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde os irmãos Ada e James vivem com a mãe em Londres. Nós conhecemos a protagonista da trama logo no início, quando somos apresentados a uma menina de dez anos que sofre agressões físicas e psicológicas de sua mãe porque ela tem ”pé torto”. Então, separei aqui 5 motivos para você ler A Guerra que Salvou a minha vida.


 5 MOTIVOS PARA LER:
 
A Guerra que Salvou a minha vida


💗Empatia: No livro, conhecemos a história da Ada, tanto ela quanto o seu irmão mais novo são negligenciados pela Mãe. Porém, a Ada por ser uma criança deficiente necessitava mais cuidados... de uma Mãe que era ríspida por causa do seu pé torto. É necessário ter empatia com a Ada no decorrer da história... O comportamento da Ada é de uma criança negligenciada de cuidados básicos: que não tem papas na língua, extremamente "arisca", que raramente sorri e dificilmente dirá "mamãe. Quando você entende o significado da palavra empatia, fica mais fácil compreender a maneira de Ada agir.

👀 Um outro olhar sobre guerra: em diversos livros temos o tema sobre a segunda guerra, porém A Guerra que salvou minha vida, aborda o contexto inglês. A fuga de milhares de criança para o interior, afastando-se das famílias, a luta do país para que o nazismo não o alcançassem. E a união de toda uma nação em prol da sobrevivência.


👩 Maternidade e família: A narrativa nos enche de questionamentos sobre ter uma casa e não ter um lar, sobre ter vínculo de sangue mas não necessariamente ter um vínculo de afeto e toda a pressão da sociedade do século XX é colocada em xeque no livro. A pressão com a mulher era ainda mais evidente, mas no momento em que Ada e Jamie chegaram na casa de uma mulher solteira que já tinha certa idade e não possuía marido nem filhos, essa se mostrou uma mãe muito melhor que a mãe de ventre dos garotos.

😻🐎 O amor pelos animais na rotina das crianças: Confesso que sou suspeita em falar! Quando eu comecei a ler as cenas marcantes de afeto entre Ada e o potrinho que vivia na fazenda, a ajudando em muito momentos, trazendo leveza em sua vida. O gatinho de Jamie, que antes de tê-lo o garotinho vivia dormindo muito mal e após sua chegada tudo mudou. Sou suspeita em falar pois, a minha infância foi marcada por animais de estimação e o quanto essa relação trás benefícios para uma rotina mais saudável para as crianças.

👳A luta contra o preconceito e a tolerância: com a chegada da guerra pessoas de diferentes pensamentos, experiências e qualidade de vida eram preciso conviver juntas. Tendo que passar por cima de muitos preconceitos em prol da sobrevivência e o livro nos mostra isso ainda que de maneira sutil.

E você, já leu? Tem algum com temática parecida para indicar? Conta para gente nos comentários!


23 de janeiro de 2022

Resenha: A Guerra Que Salvou a Minha Vida, Kimberly Brubaker Bradley

“Minha casa era uma prisão, eu mal suportava
 o calor, o silêncio e o vazio”


A Guerra que Salvou a Minha Vida tem narração clara em primeira pessoa, com capítulos curtos. As palavras de Kimberly fluem com a capacidade incrível de transportar o leitor em uma imersão na história.
⚠️ Alerta de conteúdo: Negligência parental em relação com a  deficiência, problemas familiares e luto

Os personagens são encantadores: Susan tem um coração maravilhoso apesar do sofrimento pela morte prematura da irmã e descobre nela mesma a capacidade de amar, educar e se importar com o futuro de duas crianças como se fossem seus próprios filhos. James o irmão mais novo de Ada é um menino encantador e nos apresenta aquela típica inocência da infância. Ada a protagonista, nos arranca lagrimas perante tanta persistência em ser feliz, em provar para ela mesma que sua deficiência não a define e que ela não precisa se esconder das pessoas e do mundo por isso.




A Guerra Que Salvou a Minha Vida
Kimberly Brubaker Bradley
Ano: 2017
/ Páginas: 240
Idioma: português
Avaliação:☕☕☕☕☕



A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde os irmãos Ada e James vivem com a mãe em Londres. Nós conhecemos a protagonista da trama logo no início, quando somos apresentados a uma menina de dez anos que sofre agressões físicas e psicológicas de sua mãe porque ela tem ”pé torto”. Enquanto seu irmão James – ao qual ela é muito apegada e serve de motivação para que ela siga em frente – pode sair e descobrir o mundo brincando com as outras crianças, ela precisa ficar isolada em seu apartamento, pois sua mãe a considerada uma vergonha e acredita que ela não é merecedora de ser feliz pela deficiência que tem.

-“Você não passa de uma desgraça! ” Ela gritava.
_“ Um monstro, com esse pé horrível! ” Acha que eu quero que o mundo todo vendo a minha vergonha? ”

A edição física do livro é de longe uma das mais caprichadas da editora e uma das mais lindas que já vi. A capa do livro tem relevos com desenhos com cores antigas e desenhos que imitam tecidos costurados e desenhos de botões. É o lançamento da DarkSide Books, é a primeira Editora do Brasil dedicada ao terror e à fantasia. A editora criou uma coleção Darklove com histórias sobre a força feminina na literatura. Escrito pela autora Kimberly Brubaker Bradley. Vencedor do Newbery Honor Award e primeiro lugar nos mais vendidos do New York Times, assim como é adotado em diversas escolas nos EUA.

 


Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.

Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.



Essa história é maravilhosamente marcante! É a minha leitura preferida daquele ano. Um ponto que me tocou bastante, é que em várias partes a autora deixa claro que os dois irmãos não sabem ler ou não sabem o nome de atividades simples do dia a dia, e era necessário um adulto e Susan se tornou aos poucos uma mãe ideal para aquelas crianças... Ada me arrancou lagrimas e risos durante a sua trajetória em vê-la perceber que é capaz de muitas coisas, algumas até que ela nem imaginava. Senti cada emoção junto com os personagens 


Para quem já gosta de romances que se passam durante a Segunda Guerra, e até para os iniciantes no assunto, eu indico a leitura de A Guerra que Salvou a Minha Vida, pois ele nos faz refletir até mesmo sobre o modo como levamos nossas batalhas pessoais e nos emociona com um tema tão profundo.

O crescimento dos personagens ao longo da trama acontece conforme a guerra avançava. Se dá, quando os personagens: Ada, James e Susan se encontram em uma realidade que nenhum dos três estavam preparados. A Ada, por conta de todas as agressões que sofreu durante a vida, tem resistência a achar que realmente está bonita, que merece amor e que outras pessoas gostem de estar ao lado dela, e é lindo ver como a autora explora a melhora disso. Outro fator interessante é que o livro está cheio de referências a outras histórias, como Alice no País das Maravilhas, Peter Pan e Os Robinsons Suíços.


"Ela achou que eu estava mentindo, ou, na melhor das hipóteses, exagerando. Agora voltava a encarar o meu pé ruim. Senti uma onda de calor subir pelo meu pescoço. Pensei no que a Susan faria. Espichei o corpo, cravei os olhos no homem e disse, empertigada: ”Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro”.

Tenho uma questão com os meus pés que eles são feios (tenho a duas unhas do pé encravada) e o numero do meu calçado é 39-40. Na minha adolescência eu só usava tênis nunca consegui usar sapatos e sandálias femininas que eu morria de vergonha! Me identifiquei com a Ada, adorei a frase: ”Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro” e acho que eu á usaria em algum momento que as pessoas ficassem encarando muito o meu pé. O livro A Guerra que Salvou a Minha Vida foi uma das melhores leituras do ano.



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19 de janeiro de 2022

Primeiras Impressões: A Guerra Que Salvou a Minha Vida, Kimberly Brubaker Bradley.


No inicio do mês, eu comecei a re-leitura do livro A Guerra Que Salvou a Minha Vida da Kimberly Brubaker Bradley. Eu fiz essa leitura em 2017 quando o livro recém tinha lançado e esse é um dos meus livros favoritos da vida! eu sempre estou falando desse livro no Blog/Instagram do Expresso Literário e faz um tempinho que eu queria fazer essa re-leitura.



-“Você não passa de uma desgraça! ” Ela gritava.
_“ Um monstro, com esse pé horrível! ” Acha que eu quero que o mundo todo vendo a minha vergonha? ”.

A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde os irmãos Ada e James vivem com a mãe em Londres. Nós conhecemos a protagonista da trama logo no início, quando somos apresentados a uma menina de dez anos que sofre agressões físicas e psicológicas de sua mãe porque ela tem ”pé torto”. Enquanto seu irmão James – ao qual ela é muito apegada e serve de motivação para que ela siga em frente – pode sair e descobrir o mundo brincando com as outras crianças, ela precisa ficar isolada em seu apartamento, pois sua mãe a considerada uma vergonha e acredita que ela não é merecedora de ser feliz pela deficiência que tem.


Nas primeiras 100 páginas... Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando. Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.

A escrita de Kimberly B. Bradley é maravilhosa! Suas palavras, fluem com a capacidade incrível de transportar o leitor em uma imersão na história... Já estou prevendo lágrimas e surtos ao decorrer da leitura por causa das crianças Ada e o seu irmão mais novo James.

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18 de janeiro de 2022

Feedback Sanduíche: Método para escrever resenhas negativas.


No post, COMO AVALIAR UMA LEITURA? eu escrevi sobre a responsabilidade que eu sentia de escrever uma opinião sincera sobre as minhas leituras e o quanto eu consegui absorver dessas leituras... Acredito que é um exercício bacana, para desenvolver melhor a escrita para criar conteúdos literários e para registrar as suas experiências positivas [ou não] de cada livro.

Ultimamente, vejo muitas pessoas fazendo indicações de livros, ou seja, se não curtiu nem escreve nada... Porém, eu não acho justo com as pessoas que se propõe a ler o meu conteúdo á lerem somente "As melhores leituras do ano" faltando a minha sinceridade de escrever sobre "As piores leituras do ano"Não confundam sinceridade com grosseria  Lembre-se que: a qualidade do conteúdo literário é de sua inteira responsábilidade.

Lembrando sempre que: Toda Resenha literária é uma opinião pessoal de uma "experiência literária" de alguém. Usem essa ferramenta para se aproximar de outros leitores para que possamos conversar cada vez mais sobre o nosso assunto preferido que é o universo da Literatura.

Existe uma técnica chamada de Feedback sanduíche bastante aplicada no meio empresarial que funciona pra praticamente todo tipo de feedback negativo... Podemos usar essa técnica, para escrever uma opinião negativa sobre as nossas experiências literárias sem desmerecer o trabalho do escritor que luta tanto para escrever um livro, e sem esquecer que: essa leitura pode agradar outras pessoas.

FEEDBACK SANDUÍCHE



Inicio

Além da mini sinopse, é interessante começar escrever os aspectos que você considerou positivo no livro.

O meio

Escreva sobre as coisas que você não gostou. Escreva uma opinião sincera sobre a obra, lembrando sempre que, cada experiência é pessoal.

Fim

Termine de escrever a sua resenha com algo positivo sobre a obra literária. Escreva as suas expectativas em ler essa obra, e os motivos que te levaram a ler esse livro [Hipe, indicação de um amigo, leituras coletivas...]. Embora, a leitura não seja boa, é necessário finalizar o seu texto de uma maneira positiva.Porque, embora seja uma resenha critica não é necessário atacar os fãs da obra ou o ator que escreveu esse livro.

Para uma Resenha Literária ser considerada relevante mesmo sendo uma resenha negativa devemos escrever as criticas sempre de uma maneira construtiva e com palavras que respeitem tanto o escritor(a) quanto os outros leitores que gostaram da leitura.

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16 de janeiro de 2022

Resenha: Jantar Secreto - Raphael Montes.

"Certa vez, num banheiro público, havia um poema:
 Você é o que você come. Você come o que você é"


A leitura do livro Jantar Secreto tem uma narração bastante fluida. É narrado em primeira pessoa, pelo Dante contando a sua história com os seus amigos Miguel, Hugo, Leitão que são jovens do interior, tentando ser independentes na cidade grande.

⚠️Alerta de conteúdo: Consumo de drogas, violência e canibalismo.

O livro Jantar Secreto - Raphael Montes trata-se da história de quatro jovens amigos passam em boas universidades e decidem se mudar para Copacabana cidade grande do Rio de Janeiro. Moram juntos em um ótimo apartamento e estudam o que gostam. Parece o início perfeito de uma nova jornada. Porém, os anos vão passando e o futuro dos quatro amigos se torna cada vez mais incerto. O país vive uma crise política e econômica, os jovens estão ficando desempregados e sem perspectiva, até que essa realidade difícil atinge a Miguel, Hugo, Leitão e Dante.


O livro não contém Ilustrações. Mas, o que me deixou mais desanimada é que o livro tem uma Diagramação Ruim com capítulos que começam na metade da página fazendo a leitura ser bastante cansativa.


Título: Jantar Secreto
Autor: Raphael Montes
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2016
Páginas:360
Categoria(s):Ficção
Avaliação: ☕☕☕

Sinopse: Um grupo de jovens deixa uma pequena cidade no Paraná para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento em Copacabana e fazem o possível para pagar a faculdade e manter vivos seus sonhos de sucesso na capital fluminense. Mas o dinheiro está curto e o aluguel está vencido. Para sair do buraco e manter o apartamento, os amigos adotam uma estratégia heterodoxa: arrecadar fundos por meio de jantares secretos, divulgados pela internet para uma clientela exclusiva da elite carioca. A partir daí, eles se envolvem em uma espiral de crimes, descobrem uma rede de contrabando de corpos, matadouros clandestinos e grã-finos excêntricos, e levam ao limite uma índole perversa que jamais imaginaram existir em cada um deles.

Raphael Montes nasceu em 1990, no Rio de Janeiro. Escritor e roteirista, publicou os romances Suicidas, Dias perfeitos, O vilarejo, Jantar secreto e Uma mulher no escuro, vencedor do Prêmio Jabuti 2020. Seus livros estão traduzidos em mais de 25 países e têm os direitos de adaptação vendidos para o teatro e o cinema. Escreveu os filmes Praça Paris, A menina que matou os pais e O menino que matou meus pais. É criador, roteirista-chefe e produtor-executivo de Bom dia, Verônica, série de sucesso na Netflix, vencedora do Prêmio APCA 2020 nas categorias melhor ator, melhor atriz e melhor dramaturgia.


Acho que a primeira vez que eu ouvi falar sobre Antropofagia nas aulas de história.... Antropofagia é um ato ritual de comer uma ou várias partes de um ser humano. Os povos que praticavam esse ritual faziam pensando que, assim iriam ter a vingança do seu povo morto pelo bando do prisioneiro.

Durante a narrativa, conhecemos uma charada através de Dante “Um homem entra num restaurante e pede uma sopa de gaivota…” que a primeira vista não tem um raciocínio lógico... E quando de fato os jantares começam a acontecer observamos que os meninos tem um conjunto de valores... Porém, a moral dos meninos começa a ser questionável de onde sairiam os corpos para arrumar a carne humana para os jantares. Enquanto leitora, eu percebi que houve uma preparação para chocar que funcionou no 67% do livro e depois ficou cansativo.


Entre os amigos, Leitão tem a história mais sofrida que guarda alguns traumas tendo alguns quadros esquizofrênicos durante a narrativa (aquelas cartas com delírios de uma vida perfeita...) e a relação romântica com a Cora, Faltou escrever sobre a importância do personagem durante a narrativa. Leitão, não era somente um jovem que comia pizza e fumava maconha.

Depois do 67% a história desandou demais, aconteciam coisas que nem em um mundo de ficção passariam despercebidas, situações que não tinham finalidade alguma, capítulos e mais capítulos pra encher lingüiça que fez a história se arrastar e em outros momentos era muito rápido. O plot não funcionou comigo... mesmo o autor tendo um raciocínio bastante lógico), o autor deixa muitas pistas óbvias ao longo da história e falta pouco esfregar a verdade na cara do leitor.


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15 de janeiro de 2022

Top 05: Coisas que eu odeio nos livros.

Quando eu comecei a escrever sobre as Coisas que eu odeio nos livros eu pensei sobre as coisas que me incomodam durante a leitura... Pode parecer frescura, mas quando lemos bastante algumas coisas são bastantes relevantes para o bom aproveitamento da leitura.

1. Capítulos Grandes


Um capitulo com mais de 20 páginas dificulta bastante a leitura. Geralmente, eu leio de madrugada e odeio ter que parar a leitura na metade de um capitulo. Já tive que retornar o inicio do capitulo no dia seguinte porque, a leitura ficou algo meio sem sentido. Um livro com capítulos curtos faz até a leitura fluir melhor.

2. Diagramação Ruim

Diagramação, é a técnica de distribuir de forma harmônica os elementos presentes em uma peça de design gráfico. Através da diagramação, o projeto gráfico é bem alinhado e mais fácil de ser interpretado. Na literatura, dizemos que a diagramação é ruim quando: As letras miúdas, com espaçamento apertado e que ocupa a página inteira; O capitulo começa na metade da página. Além da estética do livro ficar horrível a leitura também fica cansativa.

3. Personagens mal Desenvolvidos.

Quando o personagem é raso, sem personalidade, nenhum passado ou passado para embasar suas atitudes. Personagens secundários geralmente é apenas o amigo do protagonista que não participa ativamente da história e não é bem trabalhado.

4. Quando confundem Representação com Representatividade.

Quantas histórias a gente já viu em que o personagem: Gordo, Negro e lgbtqia+ é apenas o amigo do protagonista que não participa ativamente da história e não é bem trabalhado? Isso é Representação. Para uma história ser considerada Representativa os personagens precisam de espaço, precisam ser trabalhados, precisam de protagonismo. O personagem precisa participar de forma ativa dessa história, precisa de camadas, de complexidades, assim como todos os personagens que conhecemos que representam a massa.Para uma história ser representativa ela precisa de mais do que isso.

5. Finais Corridos.

Quando estamos em 67% da leitura e a história não desenvolve e entra mais personagens na trama... Enfim, o autor joga na sua cara todos os acontecimentos de uma vez, nas ultimas páginas. Você que lute para entender o livro!

EXTRA!

6. Diálogos entres Aspas.

Nos últimos anos, eu percebi que quando os diálogos são colocados entre aspas a leitura torna-se cansativa. Um Diálogo, organizado e fluído com travessões é mais agradável a visão... As vezes, temos duas falas em um único parágrafo fazendo o leitor se perder e não saber mais quem ta falando oque.




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12 de janeiro de 2022

Primeiras impressões #07: Jantar Secreto - Raphael Montes

“Certa vez, num banheiro público, havia um poema:
"Você é o que você come. Você come o que você é”.


"Na madrugada do dia 18 de junho de 2016, um homem entra na 15a DP do Rio de Janeiro, no bairro do Jardim Botânico, e pede para falar com o delegado de plantão... 

O livro Jantar Secreto - Raphael Montes trata-se da história de quatro jovens amigos passam em boas universidades e decidem se mudar para Copacabana cidade grande do Rio de Janeiro. Moram juntos em um ótimo apartamento e estudam o que gostam. Parece o início perfeito de uma nova jornada. Porém, os anos vão passando e o futuro dos quatro amigos se torna cada vez mais incerto. O país vive uma crise política e econômica, os jovens estão ficando desempregados e sem perspectiva, até que essa realidade difícil atinge a Miguel, Hugo, Leitão e Dante.


As Primeiras impressões dessa leitura, é que tem uma tensão durante a narrativa que esta sendo contada como um bom gênero de suspense com resquícios de uma maldade e frieza um tanto quanto genuínas durante a narrativa... São jovens do interior, tentando ser independentes na cidade grande. Entre os jovens, Leitão para ser que tem a história mais sofrida... E que guarda alguns traumas refugiando-se para "o seu mundinho" quando as coisas pioram para os seus amigos.


O personagem principal, Dante é um garoto de fácil identificação... Um garoto de cidadezinha do interior, recém aprovado para uma universidade federal do Rio de Janeiro morando com seus amigos em um apartamento em Copacabana e que trabalhava em uma livraria para sustentar-se na cidade grande. Realidade da maior parte dos jovens universitários do pais.

Eu conheço a escrita do Raphael Montes junto com a criminalista Ilanna Casoy na leitura do livro Bom dia, Verônica [Resenha] e suspense acabou tornando-se um dos meus generos literários favoritos.




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