27 de novembro de 2020

Nunca vou ler todos os livros que quero


Esse post é mais uma reflexão retórica do que qualquer outra coisa. Ao comentar em um Instagram Literário sobre como "Criar os Primeiros Hábitos de Leitura" eu comecei a refletir sobre os meus primeiros hábitos literários... Eu não estou me referindo nas leituras obrigatórias que éramos obrigados a ler no ensino escolar (fundamental/médio) e nem dos livros técnicos que eu li na graduação em Psicologia. 

Em 2010, resolvi organizar os livros que eu tinha em casa em uma pseudo prateleira que ficava em cima da minha cama. Nessa mesma época, começou aguçar mais o meu hábito de leitura noturna.
Na medida que eu ia lendo os poucos livros que eu tinha na estante (a maioria desses livros foram herdados dos meus pais) eu comecei a perceber os meus gêneros literários preferidos. Então, eu comecei a comprar alguns livros...Naquela época, com a rotina apertada de uma estudante de graduação em Psicologia eu conseguia ler 01 livro por mês e como o salário de estagiária era uma merreca eu comprava poucos livros também.

Eu não lembro qual eram os pré-requisitos para a compra... Porém, eu acredito que os meus hábitos literários não tenham mudado tanto assim:

Os pré-requisitos para a compra de um livro novo é: a) Ter terminado de lêr o livro anterior; b) Dar uma garimpada nos sites das editoras atrás dos últimos lançamentos e inclui aqui pesquisar na Amazon por preços menores...; c)Fazer uma lista de possíveis livros que eu gostaria de ler.



No primeiro semestre de 2013, eu fiz uma cirurgia de joanete (hálux valgo) que trata o desvio do dedão do pé que provoca dor. Na época, eu precisei fazer repouso de ficar praticamente 06 meses sem colocar os pés no chão... Tirei um semestre sabático na faculdade então, eu pude me dedicar as minhas leituras preferidas. 

Nessa época, eu ouvi pela primeira vez o termo "consumismo literário" nos primeiros vídeos literários que rondavam no Youtube. Na época, eu assistia os Youtubers fazendo o famoso Bookshelf Tour pela sua estante de livros Confesso que eu julgo bastante os "Criadores de Conteúdo" que fazem esse tipo de conteúdo. "(...) Comprei/recebi 20 livros no mês passado e ainda não li..."(...). Isso ainda me dá uma verdadeira angustia existencial: Eu jamais conseguiria chegar a 10 livros não lidos, não me imagino devorada por eles sem nunca conseguir dar conta. 

Ano passado, eu li bem menos do que eu gostaria... E comprei poucos livros também. 

No inicio desse ano, eu comecei a re-ler o livro Feliz Ano Velho do Marcelo Rubens Paiva com uma edição diferente no qual eu li o livro pela primeira vez... No projeto Biblioteca Unibanco em que eu ajudei a implementar na empresa que eu trabalhei na época. Ainda escreverei sobre isso.
A primeira organização da minha estante de livros...

Ai veio a pandemia do Covid 19... Esse ano, está sendo um ano completamente atípico principalmente para as minhas leituras e para os meus hábitos literários (leituras coletivas online, instagram literário, fazer um conteúdo literário...). As voltinhas no centro da cidade era só por motivos necessários incluindo as livrarias para comprar alguns livros. Comprei outros livros na internet com a previsão de chegada para o mês de novembro e a assinatura anual da TAG que é um Clube de Assinatura de Livros... Lembrando que, esse é um ano atípico! 

Fiz uma listinha mental, e percebi que comprei poucos livros esse ano. Faltam dois meses... para o ano acabar! Considerando que 2020 está sendo um ano atípico... Eu consegui diminuir 1/3 da lista dos livros "não lidos" da minha estante. Percebi que nunca vou ler todos os livros que quero pois, sempre vai surgir livros que eu vou quero ler (graças a deus!) mas, se eu conseguir ler todos os livros da minha estante eu já estou feliz.

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Resenha: Luna Clara & Apolo Onze, Adriana Falcão

 

Luna Clara & Apolo Onze
Ano: 2002 / Páginas: 328
Idioma: português 
Editora: Salamandra





Sinopse: O livro conta duas histórias paralelas. De um lado, em Desatino do Norte, está Luna Clara, uma menina de doze anos que mora com a mãe e nunca viu seu pai. Os pais se perderam logo após o casamento e nunca mais se encontraram. Luna passa todos os seus dias esperando na estrada seu pai chegar, trazendo com ele a chuva. De outro lado, em Desatino do Sul, está Apolo Onze, filho de Apolo Dez. A cidade de Apolo Onze está em festa há treze anos, desde o dia do seu nascimento. Todos na cidade se revezam entre o trabalho (afinal não é nada fácil organizar uma festa dessas), o descanso e as brincadeiras da festa. Apolo tem desejos de desejos, nunca descobriu nada no mundo que desejasse, mas quer descobrir. As vidas dessas duas cidades e dessas duas pessoas (Luna Clara e Apolo Onze) vão se cruzar e gerar muitos acontecimentos. Tudo isso, graças às coincidências coloridas.

"O Exército dos Cretinos disputava com o Exército dos Idiotas um trechinho de terra que não servia para nada, a não ser como desculpa."

"O único jeito de acabar com monstros imaginários é o desprezo. Para que perder seu precioso tempo com coisas que não existiam?"

"Querer é muito pessoal
Impetuoso.
Inconsequente.
Inconveniente."

"-E se eu procurasse a minha vontade por ai? Não queria ir para Desatino do Norte não queria voltar para Desatino do Sul, mas também não queria ficar ali naquele pedaço de mundo sozinho"

"QueTolicemeuDeuscomopodesecomplicaaindamaisomundocomumaestupidezdessas?"

"Os desejos antigos devem ficar muito entusiasmados quando se realizam, a ponto de se tornarem repetitivos."

"Será que as cabeças tem gavetas?"

"Uma lembrança, uma imaginação, uma decepção, uma nova esperança, uma reflexão, um dane-se, outro, muitos, tudo fora das gavetas, numa bagunça muito maior do que a do seu quarto."

Minha opinião: Eu não lembro exatamente quando eu adiquiri esse livro... Eu lembro que a vontade de lêr esse livro veio por causa de uma indicação de alguém nessa blogosfera louca... O livro trata de histórias de amor, de amizade, de família. Trata de encontros e desencontros, do destino, de escolhas e alegrias. Tudo isso narrado com muita magia e encanto. Mesmo sendo uma leitura voltada para o publico infanto-juvenil,não é um livro de leitura fácil para qualquer público, e requer um pouco de atenção maior ao ‘plot’ para não se perder no meio de tanta confusão. Mas, vale muito a pena a leitura, devo acrescentar. Aliás, o livro traz outro ‘plus’ positivo que é o fato de possuir ilustrações muito legais nos capítulos. Elas são bem simples e até mesmo um pouco vagas, mas dizem tanto sobre aquilo que se está lendo.


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26 de novembro de 2020

Um livro que eu gostaria de re-lêr antes que 2020 acabe...





Na verdade, eu tenho vontade de re-lêr A Guerra Que Salvou A Minha Vida desde o primeiro semestre de 2019 quando li a continuação da História de Ada em  A Guerra Que Me Ensinou A Viver.


Sinopse: Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.
No segundo semestre desse ano, comecei a organizar as minhas resenhas literárias :Re-escrevendo alguma delas e fotografando os mes livros para ilustrar melhor as postagens no meu blog pessoal. Então, em novembro criei o Blog Expresso Literário com extensão ao perfil literário no Instagram...  e voltou essa vontade de re-lêr A Guerra Que Salvou A Minha Vida e ler a continuação A Guerra Que Me Ensinou A Viver (Eu li ano passado, mas a vida estava tão conturbada que nem resenhei...😬).




Qual o livro que você gostaria de lêr ou re-lêr 
antes que 2020 acabe?

23 de novembro de 2020

Sobre os livros que me marcaram em 2019...

A Tatiane Ferrari do blog Suvenir Literários escreveu um post sobre "As suas leituras preferidas de 2019". Gostei tanto do post naquele formato. Que pedi a devida permissão para escrever Sobre os livros que me marcaram em 2019...


Em 2019, tendo que conciliar as leituras de entretenimento com a pós-graduação, não consegui ler a quantidade de livros que eu gostaria. Porém, os poucos livros que eu li naquele ano me marcaram e ficaram entre os meus favoritos. Como naquela época o Expresso Literário ainda não existia, eu reuni esses livros em um post a fim de ter a oportunidade de escrever sobre as minhas leituras.

📖 📖 📖 📖


A Fantástica Viagem Do Pequeno Cidadão, Januária Alves: O Pequeno Cidadão nasceu em 2009, num CD gravado por Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Taciana Barros e Antônio Pinto, quatro pais corujas e seus filhos queridos, só com músicas para crianças. Inspirada pelas letras das músicas, Januária Alves criou o Pequeno Cidadão – um menino muito esperto, inteligente e curioso. Já nasceu com 7 anos e saiu direto de dentro de um CD cheio de músicas divertidas para as páginas deste livro que você vai ler. Acompanhado de seus amigos, o pássaro uirapuru Tangará, o sapo-boi Coach, a boneca Susi, entre outros, ele vai partir do seu Planeta X e viajar por muitos outros planetas, aprendendo que poder escolher o que queremos fazer na vida é “O grande X da questão” . 

[Situação]: Depois da ultima leitura empurrada... Eu precisava ler um livro mais leve para não ficar com uma bela ressaca literária no inicio do ano.

A Guerra que me ensinou a viver, Kimberly Brubaker Bradley:  é a emocionante continuação do livro A Guerra que salvou a minha vida também de Kimberly Brubaker Bradley. A história da pequena Ada ― que, com seu irmão caçula, deixou para trás sua casa em Londres para escapar dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial ― arrancou lágrimas, sorrisos e suspiros na mesma medida. Na emocionante continuação do livro A guerra que me ensinou a viver:  Após uma infância de maus-tratos, Ada finalmente recebe o cuidado que merece ao ter seu pé operado. Enquanto tenta se ajustar à sua nova realidade e superar os traumas do passado, ela se muda com Jamie, lady Thorton e Susan ― agora sua guardiã legal ― para um chalé em busca de um recomeço.Com a guerra se intensificando lá fora, as adversidades batem à porta: o racionamento de alimentos é uma preocupante realidade, e os sacrifícios que todos devem fazer em nome do confronto partem corações e deixam cicatrizes. Outra questão é a chegada de Ruth, uma garota judia e alemã, que gera uma comoção no chalé. Seria ela uma espiã disfarçada? Ou uma aliada em meio à calamidade?Mais uma vez, Kimberly Brubaker Bradley conquista com sua narrativa carregada de sensibilidade. Seu registro historicamente preciso revela o conflito armado pela perspectiva de uma criança, além de lançar luz sobre a atual crise de refugiados, a maior desde a guerra de Hitler, que já obrigou milhões de pessoas a deixarem seus lares em busca de paz.

[Situação]: Em 2017, eu li o lançamento do livro A Guerra que Salvou a Minha Vida. Essa história é maravilhosamente marcante! Foi a minha leitura preferida daquele ano. Eu precisava saber o desenrolar da história de Ada.... A minha unica frustração, é que na época que eu li esse livro eu não consegui escrever uma resenha e fotografar esse chuchuzinho para colocar aqui no blog.

Luna Clara &Apolo Onze, Adriana Falcão: O livro conta duas histórias paralelas. De um lado, em Desatino do Norte, está Luna Clara, uma menina de doze anos que mora com a mãe e nunca viu seu pai. Os pais se perderam logo após o casamento e nunca mais se encontraram. Luna passa todos os seus dias esperando na estrada seu pai chegar, trazendo com ele a chuva. De outro lado, em Desatino do Sul, está Apolo Onze, filho de Apolo Dez. A cidade de Apolo Onze está em festa há treze anos, desde o dia do seu nascimento. Todos na cidade se revezam entre o trabalho (afinal não é nada fácil organizar uma festa dessas), o descanso e as brincadeiras da festa. Apolo tem desejos de desejos, nunca descobriu nada no mundo que desejasse, mas quer descobrir. As vidas dessas duas cidades e dessas duas pessoas (Luna Clara e Apolo Onze) vão se cruzar e gerar muitos acontecimentos. Tudo isso, graças às coincidências coloridas.

[Situação]: Eu não lembro exatamente quando eu adiquiri esse livro... Eu lembro que a vontade de lêr esse livro veio por causa de uma indicação de alguém nessa blogosfera louca... O livro trata de histórias de amor, de amizade, de família. Trata de encontros e desencontros, do destino, de escolhas e alegrias. Tudo isso narrado com muita magia e encanto. Mesmo sendo uma leitura voltada para o publico infanto-juvenil,não é um livro de leitura fácil para qualquer público, e requer um pouco de atenção maior ao ‘plot’ para não se perder no meio de tanta confusão. Mas, vale muito a pena a leitura, devo acrescentar. Aliás, o livro traz outro ‘plus’ positivo que é o fato de possuir ilustrações muito legais nos capítulos. Elas são bem simples e até mesmo um pouco vagas, mas dizem tanto sobre aquilo que se está lendo.

Discobiografia Legionária, Chris Fuscaldo: Quem nunca se pegou cantarolando uma música da Legião Urbana atire a primeira pedra! Com uma multidão de fãs que permanecem fiéis mesmo tantos anos após o término da parceria, a banda liderada por Renato Russo faz parte do imaginário cultural e afetivo do país. Aos vinte anos da morte de seu vocalista, este livro faz um resgate das histórias por trás de canções como Eduardo e Mônica , Pais e Filhos e outros clássicos da Legião Urbana que permanecem vivos por gerações.

[Situação]: A Legião Urbana vai ser para sempre a minha banda favorita... E ler um livro de uma legionária como a Cris é uma experiência incrivel.

A Bruxa não Vai Para a Fogueira Neste Livro, Amanda Lovelace: Aqueles que consideram “bruxa” um xingamento não poderiam estar mais enganados: bruxas são mulheres capazes de incendiar o mundo ao seu redor. Resgatando essa imagem ancestral da figura feminina naturalmente poderosa, independente e, agora, indestrutível, Amanda Lovelace aprofunda a combinação de contundência e lirismo que arrebatou leitores e marcou sua obra de estreia. A princesa salva a si mesma neste livro, cujos poemas se dedicavam principalmente a temas como relacionamentos abusivos, crescimento pessoal e autoestima. 

[Situação]: Há esse livro... Sabe aquele tipo de leitura que fica na sua mente? Tá ai! Ele me instigou a escrever sobre as minhas dores e as alegrias; No que compreendo sobre as coisas que eu sinto e principalmente sobre as coisas que fogem da minha compreensão mesmo sentindo muito!

Confissões do Crematório- Lições Para Toda a Vida ,Caitlin Doughty: “Uma menina nunca esquece seu primeiro cadáver.” – Caitlin Doughty Um livro para quem planeja morrer um dia. Morrer é a única certeza da vida. Então, por que evitamos tanto falar sobre ela? A morte é inevitável, sentimos muito. Mas pelo menos, como descobriu Caitlin Doughty, ficar a sete palmos do chão ainda é uma opção. ''Confissões do Crematório'' reúne histórias reais do dia a dia de uma casa funerária, inúmeras curiosidades e fatos históricos, mitológicos e filosóficos. Tudo, é claro, com uma boa dose de humor.

[Situação]: O meu pai é aposentado. Mas, ele trabalhou boa parte da vida dele como agente funerário... Tivemos bons, longos e medrosos papos sobre esse assunto.

Comecei a ler Quem é você, Alasca?, john Green  em 2019 e terminei de ler em 2020 e escrevi uma resenha aqui no blog. Falo mais sobre essa leitura ano  que vem...


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21 de novembro de 2020

Resenha: A Guerra Que Salvou a Minha Vida, Kimberly Brubaker Bradley

 

A Guerra que Salvou a Minha Vida tem narração clara em primeira pessoa, com capítulos curtos. As palavras de Kimberly fluem com a capacidade incrível de transportar o leitor em uma imersão na história.

“Minha casa era uma prisão, eu mal suportava o calor, o silêncio e o vazio”

Os personagens são encantadores: Susan tem um coração maravilhoso apesar do sofrimento pela morte prematura da irmã e  descobre nela mesma a capacidade de amar, educar e se importar com o futuro de duas crianças como se fossem seus próprios filhos. James o irmão mais novo de Ada é um menino encantador e nos apresenta aquela típica inocência da infância. Ada a protagonista, nos arranca lagrimas perante tanta persistência em ser feliz, em provar para ela mesma que sua deficiência não a define e que ela não precisa se esconder das pessoas e do mundo por isso.


A Guerra Que Salvou a Minha Vida 
Kimberly Brubaker Bradley
Ano: 2017/ Páginas: 240
Idioma: português
Editora: DarkSide Books
Avaliação:☕☕☕☕☕





A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde os irmãos Ada e James vivem com a mãe em Londres. Nós conhecemos a protagonista da trama logo no início, quando somos apresentados a uma menina de dez anos que sofre agressões físicas e psicológicas de sua mãe porque ela tem ”pé torto”. Enquanto seu irmão James – ao qual ela é muito apegada e serve de motivação para que ela siga em frente – pode sair e descobrir o mundo brincando com as outras crianças, ela precisa ficar isolada em seu apartamento, pois sua mãe a considerada uma vergonha e acredita que ela não é merecedora de ser feliz pela deficiência que tem.

-“Você não passa de uma desgraça! ” Ela gritava. 
_“ Um monstro, com esse pé horrível! ” Acha que eu quero que o mundo todo vendo a minha vergonha? ”

A edição física do livro é de longe uma das mais caprichadas da editora e uma das mais lindas que já vi. A capa do livro tem relevos com desenhos com cores antigas e desenhos que imitam tecidos costurados e desenhos de botões.

 é um lançamento da DarkSide Books, é a primeira Editora do Brasil dedicada ao terror e à fantasia A editora criou uma coleção Darklove com histórias sobre a força feminina na literatura. Escrito pela autora Kimberly Brubaker Bradley. Vencedor do Newbery Honor Award e primeiro lugar nos mais vendidos do New York Times, assim como é adotado em diversas escolas nos EUA.

Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.
Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor
.


Essa história é maravilhosamente marcante! É a minha leitura preferida desse ano. Um ponto que me tocou bastante, é que em várias partes a autora deixa claro que os dois irmãos não sabem ler ou não sabem o nome de atividades simples do dia a dia, e era necessário um adulto e Susan se tornou aos poucos uma mãe ideal para aquelas crianças... Ada me arrancou lagrimas e risos durante a sua trajetória em vê-la perceber que é capaz de muitas coisas, algumas até que ela nem imaginava. Senti cada emoção junto com os personagens – 


Para quem já gosta de romances que se passam durante a Segunda Guerra, e até para os iniciantes no assunto, eu indico a leitura de A Guerra que Salvou a Minha Vida, pois ele nos faz refletir até mesmo sobre o modo como levamos nossas batalhas pessoais e nos emociona com um tema tão profundo.

O crescimento dos personagens ao longo da trama acontece conforme a guerra avançava. Se dá, quando os personagens: Ada, James e Susan se encontram em uma realidade que nenhum dos três estavam preparados. A Ada, por conta de todas as agressões que sofreu durante a vida, tem resistência a achar que realmente está bonita, que merece amor e que outras pessoas gostem de estar ao lado dela, e é lindo ver como a autora explora a melhora disso. Outro fator interessante é que o livro está cheio de referências a outras histórias, como Alice no País das Maravilhas, Peter Pan e Os Robinsons Suíços.

"Ela achou que eu estava mentindo, ou, na melhor das hipóteses, exagerando. Agora voltava a encarar o meu pé ruim. Senti uma onda de calor subir pelo meu pescoço. Pensei no que a Susan faria. Espichei o corpo, cravei os olhos no homem e disse, empertigada: ”Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro”.

Tenho uma questão com os meus pés que eles são feios (tenho a duas unhas do pé encravada) e o numero do meu calçado é 39-40. Na minha adolescência eu só usava tênis nunca consegui usar sapatos e sandálias femininas que eu morria de vergonha! Me identifiquei com a Ada, adorei a frase: ”Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro” e acho que eu á usaria em algum momento que as pessoas ficassem encarando muito o meu pé. O livro A Guerra que Salvou a Minha Vida foi uma das melhores leituras do ano.


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20 de novembro de 2020

Resenha: O Ódio que Você Semeia, Angie Thomas.

 


O Ódio que Você Semeia é um lançamento da Galera Record. Escrito pela autora Angie Thomas vencedor do Newbery Honor Award e primeiro lugar nos mais vendidos do New York Times, assim como é adotado em diversas escolas nos EUA.

Mas é engraçado como funciona com os adolescentes brancos. É maneiro ser negro até ser difícil ser negro.

Um sorriso grande e largo se abre no rosto da Sra. Rosalie. Ela estiva os braços, e eu vou até o abraço mais verdadeiro que já recebi de alguém que não tem parentesco comigo. Não tem piedade no abraço. Só amor e força. Acho que ela sabe que preciso das duas coisas.

A história acompanha a adolescente Starr. Ela e Khalil, seu melhor amigo, saem de uma festa e são parados por uma viatura da polícia durante a noite. Starr aprendeu desde cedo como uma pessoa negra deve se comportar frente a um policial: sem movimentos bruscos, mãos onde ele possa ver. A triste realidade do que o ódio e o julgamento podem fazer por causa da cor da sua pele. Um movimento errado, uma suposição e Khalil é assassinado, deixando para trás o trauma na garota e o peso da injustiça. Starr é a única testemunha do crime, e precisa aprender a própria voz para clamar justiça antes que as investigações levem a culpa para cima do garoto.

As despedidas doem mais quando a outra pessoa já partiu.



Título: O Ódio que Você Semeia
Autora: Angie Thomas
Editora: Galera Record
Gênero: Young Adult
Idioma: Português
Páginas: 378


Sinopse: Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos. Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra. Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente. Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto. Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início. Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa. Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.

Tupac disse que Thug Life, “vida bandida”, queria dizer “The Hate U Give Little Infants Fucks Everybody”, ou “o ódio que você passa pra criancinhas fode com todo o mundo”.

Dou uma risada e roubo umas balas dela. O namorado de Maya, Ryan, por acaso é o único outro menino negro do segundo ano, e todo mundo espera que a gente fique junto. Porque, aparentemente, se nós somos só dois, temos que participar de alguma porra estilo Arca de Noé e fazer par para preservar a negritude do nosso ano.
A primeira vez que ouvi sobre esse livro foi no canal | All About That Book | eu fico aprensiva de ouvir resenhas por medo de ter algum spoiler e perder o encantamento de ler a história. Eu tive um presentimento bom ouvindo a resenha da Mayara e desde então, quis adiquirir o livro.

– Mas Khalil não ficou parado, ficou? – diz ela.– Ele também não puxou o gatilho contra ele mesmo.


 Isso é a suposta arma – explica a Sra. Ofrah. – O policial Cruise alega que a viu na porta do carro e supôs que Khalil estava indo pegar. O cabo era grosso e preto o bastante para ele supor que era uma arma.– E Khalil era preto o bastante.

É um tipo de leitura que te causa impacto nas primeiras páginas... Não é um livro fácil, não é uma história simples. É a realidade sem maquiagens. É a ficção descrevendo cada detalhe sobre o mundo em que vivemos, expondo os muitos lados dele - e um desses lados é corroído pelo ódio, pela discriminação, pelo preconceito. É impossivel não se indentificar com Starr independente da cor da pele  as suas açoes e o seu comportamento são julgados pela cor da sua pele. Starr vive a mesma realidade que muitos outros jovens. Khalil foi assassinado pela mesma realidade que a de muitos outras vítimas. 

A narrativa bem humorada de Angie se torna um humor ácido com os acontecimentos pesados que a trama explora, a profundidade é o ponto-chave do livro. Na leitura percebo que temos muitos jovens como Kallil onde as suas vozes foram caladas... Porém, felizmente temos muito jovens como Starr que lutam contra essa realidade todos os dias e que não deixaram calar a sua voz que é a arma mais poderosa contra qualquer injustiça.
Às vezes, você pode fazer tudo certo, e mesmo assim as coisas dão errado. O importante é nunca parar de fazer o certo.


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19 de novembro de 2020

Resenha: Bom dia, Verônica. Autores:Ilana Casoy e Raphael Montes

 


“Era o primeiro dia do fim da minha vida. Claro que eu não sabia disso quando abri os olhos pela manhã e vi que estava atrasada.”⁣

Hoje, eu terminei de ler Bom dia, Verônica.  Um alucinante thriller policial NACIONAL!

O livro faz parte da linha Crime Scene da editora DarkSide® Books. O estranho mundo dos psicopatas, pervertidos e assassinos seriais sempre despertou o medo e a curiosidade mórbida em muitos de nós. A criou a linha Crime Scene para garantir o relato fiel dos serial killers mais cruéis do Brasil, e contou a ajuda da maior especialista brasileira no assunto: Ilana Casoy.


Livro:
Bom dia, Verônica
Autores:Ilana Casoy e Raphael Montes
Editora: Darkside
Página: 256
Avaliação: ☕☕☕☕☕😏



"Depois de alguns anos encostada num cargo de secretária na Polícia Civil do Estado de São Paulo, você começa a aprender as vantagens de ser invisível." 

A protagonista Verônica Torres é escrivã na Delegacia de Homicídios de São Paulo. Após presenciar um suicídio, ela decide investigar por conta própria dois casos esquecidos envolvendo mulheres agredidas.

"Vai por mim: não é fácil ser uma mulher de 38 anos e viver acima do peso. Não bastasse, segunda-feira costuma ser pior, é quando bate a culpa por ter perdido a linha no fim de semana." 
A Ilana Casoy é criminologia e escritora. Dedicou-se a estudar perfis psicológicos de criminosos, especialmente de serial killers. Ela foi a primeira autora nacional da DarkSide® Books, madrinha da linha Crime Scene, e publicou Arquivos Serial Killers: Made in Brazil, Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel?, Casos de Família (que reúne A Prova é a Testemunha, relato inédito do Caso Nardoni, e O Quinto Mandamento, sobre o assassinato do casal Richthofen). Colaborou na série escrita por Gloria Perez e dirigida por Mauro Mendonça Filho, Dupla Identidade (2014), exibida pela Rede Globo. Bom Dia, Verônica foi lançado originalmente em 2016 em parceria com Raphael Montes sob o pseudônimo de Andrea Killmore, e é sua primeira publicação de ficção pela DarkSide® Books.

Raphael Montes é autor de Bom Dia, Verônica; A Mulher no Escuro; Dias Perfeitos; Suicidas; Jantar Secreto e O Vilarejo. Seus livros têm sido publicados na França, República Tcheca, Espanha e Polônia. Bom Dia, Verônica foi lançado originalmente em 2016 em parceria com Ilana Casoy sob o pseudônimo de Andrea Killmore, e é sua primeira publicação pela DarkSide® Books.

A rotina da escrivã de polícia Verônica Torres era pacata, burocrática e repleta de sonhos interrompidos até aquela manhã. Um abismo se abre diante de seus pés de uma hora para outra quando, na mesma semana, ela presencia um suicídio inesperado e recebe a ligação anônima de uma mulher clamando por sua vida. Verônica sente um verdadeiro calafrio, mas abraça a oportunidade de mostrar suas habilidades investigativas e decide mergulhar sozinha nos dois casos. Um turbilhão de acontecimentos inesperados é desencadeado e a levam a um encontro com lado mais sombrio do coração humano.

"Brandão tem esse talento: tudo em que ele encosta apodrece. Janete mal pode ouvir os primeiros acordes que sente náuseas, tem vontade de chorar. Faz as contas de quantos minutos ainda faltam para o plantão do marido. Poucos, faltam poucos. Logo, a noite será só dela. Mas Janete precisa ser forte." 

É um suspense eletrizante! A leitura é pura intensidade em cada capitulo ou como dizíamos na L.C: é um "Eita atrás de Eita". Todos os personagens tem uma personalidade um tanto quanto sádicos...


“O ser humano é podre e egoísta, prefere o problema que já conhece a enfrentar o desconhecido com honra.”⁣


Os capítulos são divididos mostrando dois olhares distintos: da Verônica Torres e sua rotina pacata e da Janete uma mulher submissa vitima de violência doméstica e casada com Mourão um policial violento. O assunto violência doméstica e os crimes virtuais envolvendo mulheres são tratadas de uma maneira um tanto quanto irresponsável e  nocivo  ao sofrimento alheio.

"Bom Dia, Verônica", o livro de Ilana Casoy e Raphael Montes, vai virar série no dia 1º de outubro. Na história, Tainá Muller é Verônica, uma policial determinada e decidida a usar toda sua habilidade investigativa para mergulhar em dois casos intrigantes e ajudar as vítimas a despertar contra a violência e a injustiça....

A analogia de uma sociedade como aquele passarinho que é trancado em uma caixa no escuro para cantar da mesma forma como os outros pássaros demonstra a construção de uma sociedade... Nos transformando em seres humanos com comportamentos tão dialéticos em uma sociedade sádica que espera de nós um comportamento padrão.


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