Setembro Amarelo
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4 de setembro de 2021

Precisamos conversar sobre 13 Reasons Why.

 Hanna Backer e os outros 13 porquês... Abriram um "link" para começar um diálogo sobre os assuntos que até então são considerados complicados em um ambiente escolar como: depressão, bullying, uso de álcool e outras drogas, abuso sexual e suicido...



"Na adolescência, começa a fase de transformações na vida do sujeito, nela emergem muitas tribulações, devido à passagem de um período, até então aparentemente calmo, para uma nova etapa turbulenta, composta por muitas transformações tanto físicas quanto emocionais na vida das pessoas. É um período de transição, no qual é comum encontrarem-se muitos conflitos advindos da formação da identidade."
Não existem vilões ou mocinhos na série Thirteen Reasons Why. Tanto a Hanna Backer como os outros 13 porquês... São crianças/adolescentes tentando sobreviver um ambiente escolar tóxico e hostil que a todo o momento querem botar rótulos do "padrão de adolescente" que você deve ser para se enquadrar na sociedade (escola).

A série 13 Reasons Why representa de forma muito fiel a pirâmide social típica das escolas norte-americanas. No topo estão os alunos populares, os atletas, que agem como donos da escola e maltratam e humilham quem está na base: os "esquisitos", as vítimas de bullying, os solitários como Hannah, Tyler e Clay. Nessa espécie de hierarquia, os que dominam são protegidos até pelos membros da comunidade escolar.

A Hanna Backer, quis contar sobre a história da sua vida... Com as regras obrigando os 13 porquês... A ouvirem as suas próprias fitas com duas regras bem simples (Número um: você escuta. Número dois: você repassa). Embora, vimos ao decorrer dos episódios que as coisas não eram tão simples quanto imaginávamos...
"Talvez eu nunca saiba por que vocês fizeram o que fizeram. Mas eu posso fazê-los sentir como foi."
Quando somos adolescentes, As amizades são complicadas... Mesmo assim, você precisa dos seus amigos mesmo se for só para tomar um chocolate quente. Hanna Backer fez uma analogia e comparou a amizade como chocolate quente "boa para os meses frios, mas não perfeita para todas as estações.". No ensino médio, os garotos falam das garotas criando boatos, fofocas e mentiras... E essas mentiras, fazem uma bagunça muitas vezes irreparáveis e criando alguns "furacões" na vida das pessoas. 


"Já ouviu fala sobre o efeito borboleta não é? Se uma borboleta bate as asas na hora e no lugar certo... Pode causar um furacão e milhares de quarteirões.(...) É a teoria do caos. Mais a teoria do caos não fala extremamente sobre o caos. Fala como uma pequena mudança em grande sistema pode afetar tudo."
Há todo momento, colocamos rótulos nas pessoas sem ter o mínimo de responsabilidade e o quanto estamos prejudicando a auto - estima de cada um. Há todo momento, as pessoas julgam as outras pessoas através de "rótulos" ou os boatos sobre alguém... e não com a verdade de cada pessoa.

Repetindo: Não existem vilões ou mocinhos na série Thirteen Reasons Why. 

O lado masculino dos 13 porquês... Justin Foley, Bryce Walker, Montgomery de La Cruz, Zach Dempsey, Tony Padilla Clay Jensen,Tyler Down e Marcus Cole... São meninos quando jogam videogame. São jovens, tendo as suas primeiras experiências... Na maioria das vezes, sem a supervisão dos pais ou os responsáveis com os limites necessários para a vida de qualquer adolescente nessa fase. A tragédia anunciada de uma educação desregrada foram mostradas através dos adolescentes da série: Justin Foley, Bryce Walker, Montgomery de La Cruz interrompendo as suas vidas de uma forma trágica.

  

As mulheres nasceram em uma sociedade machista, isso é muito bem explorado em vários momentos na série. As meninas são tratadas como um objeto pelos colegas "homens" e desprezada pelas outras mulheres... Na segunda temporada, vimos que Hannah Baker e Jéssica Davis não foram as únicas que foram abusadas sexualmente (estupro) por Bryce... 


No decorrer das temporadas, vimos a importância da verdadeira amizade... O crescimento de uma amizade bacana do Justin Foley com o Clay Jensen muito diferente da amizade muitas vezes tóxica que ele tinha com o Bryce Walker. Vimos o crescimento da amizade da Jéssica Davis com a Ani Achola e a importância desse laço para essas adolescentes.

A Hanna Backer, quis contar sobre a história da sua vida... Não sabendo o impacto que teria na vida dos outros 13 porquês. No decorrer das temporadas, vimos o quanto essas crianças/adolescentes cresceram e aprenderam a importância da maneira que tratamos uns aos outros.

Tem que melhorar, a maneira que tratamos uns aos outros e olhamos uns pelos outros, de alguma forma temos que melhorar. (Clay)


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3 de setembro de 2021

Resenha: Por Lugares Incríveis


Ano passado, eu li o livro Por Lugares Incríveis da autora Jennifer Niven. Na época do Setembro Amarelo surgem várias LCs temáticas. Porém, antes de qualquer leitura que contenham GATILHOS observem como está a sua saude mental para prosseguir com a leitura.

A narração do livro é dividida em dois pontos de vistas diferentes: de um garoto que sofre como Transtorno de Bipolaridade; E uma garota que está vivenciando o luto da imã mais velha de uma maneira um tanto que peculiar. Os personagens importantes da história são Violet Markey e Theodore Finch eles se encontram quando Violet Markey está em cima da ponte pensando em tirar a sua própria vida.
Esse livro contém gatilhos pois fala sobre: bullying, transtornos mentais e sofrimentos psicológicos e suicídio na juventude. 


Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. 

livro Por Lugares Incríveis 
Autora Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Avaliação: ☕☕☕💦


Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los. 

"Aprendi que existem coisas boas no mundo, se você procurar por elas. Aprendi que nem todo mundo é uma decepção, incluindo eu mesmo, e que um salto a 383 metros de altura pode parecer mais alto que uma torre do sino se você estiver ao lado da pessoa certa"
JENNIFER NIVEN foi criada em Indiana, mas hoje mora com o marido e muitos gatos em Los Angeles, seu lugar preferido para andanças. É autora de Por lugares incríveis (2015) e Juntando os pedaços (2016), ambos best-sellers do New York Times. Também escreveu quatro romances para adultos, três livros de não ficção e, em parceria com Liz Hannah, o roteiro do filme de Por lugares incríveis, lançado em 2020 pela Netflix. 



Você merece coisa melhor. Não posso prometer que vou estar por perto, não porque eu não queira. É difícil explicar. Sou problemático. Estou despedaçado, e ninguém pode me consertar. Eu tentei. Ainda estou tentando. Não posso amar ninguém porque não é justo com quem me amar de volta. Nunca vou machucá-la, não como quero machucar Roamer, mas não posso prometer que não vou desmanchá-la, pedacinho por pedacinho, até você ficar em mil caquinhos, como eu. Você tem que saber no que está se metendo antes de se envolver.

Esse livro chegou em minhas mãos em uma dessas voltinhas despretensiosas na livraria em 2016... Ontem, quando eu finalmente terminei de ler esse livro percebi que "Esse livro me destruiu por dentro...". Mas, esse é o ponto, quantas vezes precisamos ser destruídos para construirmos uma nova versão de nós mesmos? 

"Não é culpa sua. E ficar pedindo desculpa é perda de tempo. Você tem que viver sem arrependimentos. É mais fácil fazer a coisa certa desde o início pra que não tenha que pedir desculpas depois."

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e chamado de "aberração" por onde passa. Para piorar, é obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. 


O livro Por Lugares Incríveis da autora Jennifer Niven é um romance que foi escrito para a faixa etária Infanto Juvenil de uma maneira inteligente e bastante didática. Nessa faixa etária, o adulto é um papel de referência na vida desse jovem adolescente e nos livros YA os adultos são sempre descritos como irresponsáveis, pais negligentes, violentos... 
Mas não sou um conjunto de sintomas. Não sou uma vítima de pais horríveis e de uma composição química mais horrível ainda. Não sou um problema. Não sou um diagnóstico. Não sou uma doença. Não sou uma coisa que precisa ser salva. Sou uma pessoa.
Porém, o que me incomodou bastante foi o Conselheiro Escolar (embrião) ser descrito de uma maneira irresponsável tratando a saúde mental de um jovem Theodore Finch como uma conversa sem empatia e sem saber lidar com adolescentes. Eu fiquei lembrando dos meus estágios em Psicologia Escolar e o quanto é necessário um profissional qualificado em um ambiente escolar.

Durante toda a narrativa observamos o Theodore Finch querendo "salvar" Violet Markey da sua até então " figura de referência" que era a sua irmã mais velha. Mesmo com todo o seu sofrimento ele fez Violet Markey viver momentos incríveis. Apesar de todos os pontos positivos e negativos eu achei uma leitura emocionalmente Boa.



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