28 de janeiro de 2021

UMBOXING TAG INÉDITOS#01: FRIDA KAHLO E AS CORES DA VIDA - JANEIRO/2021

Ano passado, em decorrência do Coronavirus (ainda estamos em isolamento social) foi um ano completamente atípico. Os meus Hábitos Literários: leituras coletivas online, escrever um conteúdo literário tanto no Bookstagram quanto no Blog literário que é uma extensão ao perfil no Instagram com uma temática voltada para o universo da Literatura. Enfim, comecei a ler os livros que estavam parados na estante e comprei outros livros na internet...

Assinei a assinatura anual da a TAG Inéditos. E desde então, recebo em casa todo mês uma edição exclusiva de um livro surpresa escolhido não por uma prima ou um amigo, mas por um escritor de verdade, talvez até um vencedor de um Prêmio Nobel… 

FRIDA KAHLO E AS CORES DA VIDA  
JANEIRO/2021


📕O livro do mês: México, 1925: Frida quer se tornar médica, mas um terrível acidente põe fim a seu sonho. Anos mais tarde, ela se apaixona pelo grande sedutor e pintor Diego Rivera e ao lado dele mergulha de vez no cobiçado mundo das artes. Sempre assombrada por problemas de saúde e sabendo que sua felicidade poderia ser passageira, Frida se entrega à vida e descobre como trilhar o próprio caminho. Com suas roupas de cores vibrantes e postura transgressora, a artista cria uma aura particular e se torna uma das pintoras mais cultuadas.

💝:Os mimos deste mês são: um pôster com ilustração da campanha e uma agenda literária Autoras Revolucionárias de 2021 para escrever sobre as nossas leituras do ano.




👉Para os interessados na assinatura, tenho um CUPOM DE DESCONTO: CAMGMRLD. Esse cupom gera um desconto de 30% na primeira caixinha!

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27 de janeiro de 2021

Satisfações Literárias 2020



No final do ano, eu escrevi um texto corrido sobre as minhas leituras de 2020... Mas, não ficou com cara de Retrospectiva. Mas, como ainda estamos em Janeiro, está valendo textos com Retrospectivas Literárias do ano!



O ano de 2020 foi um ano muito bom no quesito leituras e conseqüentemente, na criação de conteúdo literário. No segundo semestre, eu criei o Expresso Literário que é um Blog literário com extensão ao perfil no Instagram com uma temática voltada para o universo da Literatura. Então, hoje eu vou mostrar todos os livros que conquistaram um cantinho especial no meu coração.

Acredito que a minha demora em ler Tartarugas Até Lá Embaixo do Johnn Grenn foram o tempo suficiente para curtir a leitura sem tanta pressão! O autor John Green consegue de forma sutil indicar na sua escrita que a Aza está entrando em crise, e vai aumentando a pressão e a tensão na forma como escreve e descreve o crescendo da crise. Colocando o leitor entre uma linha tênue entre ficção e a realidade nos colocando naquele cantinho frio e escuro da mente da personagem Aza.



Eu comecei a leitura do livro Anexos, da Rainbow Rowell sabendo que era uma leitura que eu ia gostar muito "Eu leria até a lista de compras da autora." e mesmo assim me surpreendi com o enredo e com os personagens adultos.­­­­

O livro A Pequena Sereia & O Reino Das Ilusões embora, seja uma releitura de conto de fadas é uma leitura para maiores de 18 anos. Pois, são abordados assuntos como: abuso de menor, assédio, mutilação, automutilação, submissão, feminismo e machismo extremo e outros que foram abordados de uma forma um tanto quanto irresponsável. Deixando de lado a história de sua mãe que foi tratada de uma maneira resumida sendo que esse era o principal motivo de Gaia vir até a superfície. O que faz a narrativa feminista não fazer muito sentido e a partir dai o "Plot Twist" necessário durante a narrativa da história que realmente mostrou os objetivos da personagem desde o inicio e que realmente me surpreendeu.

Eu conheci o livro Bom dia, Verônica um alucinante thriller policial NACIONAL! O por meio da LC organizado pela editora DarkSide® Books. É um suspense eletrizante! A leitura é pura intensidade em cada capitulo ou como dizíamos na L.C: é um "Eita atrás de Eita". Todos os personagens tem uma personalidade um tanto quanto sádicos... Eu sai da minha zona de conforto literário com a linha Crime Scene da editora DarkSide® e eu adorei o incomodo que a leitura me proporcionou.

Se algum dia eu falei mal do Neil Gaiman eu não lembro... O livro Coraline é uma leitura infanto-juvenil dos gêneros de: Fantasia, Horror e Ficção Científica com uma narração bastante adequada para esse público. uma das minhas melhores leituras do ano!


O livro Flores para Argenon é narrado por Charlie Gordom um homem de 30 e poucos anos de idade que tem uma deficiência intelectual. Não temos muitos detalhes precisos sobre diagnósticos e o livro não se prende em "rotular" Charlie. Os Capítulos são escritos em formato de "Relatório de Progresso" que ele vai descrever sobre o seu dia-a-dia antes de passar por um experimento cientifico. Foi um dos melhores livros que eu li com uma narrativa tão intensa e com um personagem tão genuino quanto o Charlie...




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25 de janeiro de 2021

Decepções Literárias 2020

No universo literário, faz parte ler alguns livros que não vão nos agradar... O gosto literário é algo muito peculiar e pessoal. Cada leitor vai ter uma experiência única e diferente. Na retrospectiva de hoje, vou mostrar para vocês os livros que não me conquistaram de forma alguma em 2020.



Eu soube da existência do livro O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman em uma das primeiras turnês da Intrínseca em 2013 e logo comprei. Mas, acabei não lendo na época... Esse ano, eu li o primeiro livro do Neil Gaiman [Considerando que o livro "Faça Uma Boa Arte" é apenas um bom discurso com capa.]. Essa leitura não foi nem de longe uma das minhas leituras favoritas: Talvez, o gênero fantasia não funcione comigo, Talvez, a leitura não funcionou para esse momento... Por isso, a minha grande dificuldade de mergulhar na história. Porém, um ponto interessante nessa leitura é a linha tênue que o escritor atravessa entre a fantasia e a realidade do Personagem com 7 anos de idade que condiz com a loucura para um louco que a sua realidade independente de ser fantasia/loucura é real para o sujeito. 



Na mesma sintuação, eu li Bling Ring - A Gangue de Hollywood A literatura baseia-se em um caso Jornalístico dividida em três partes: O Monstro da Fama; A Dança dos Famosos e Quase Famosos. E os malefícios em criar um jovem adolescente em uma sociedade com um consumismo exacerbado e o que a mídia põe em suas programações sobre a cultura dos reality shows que é a corrida pela fama a todo custo... Esperava realmente uma história baseando em fatos jornalísticos e foi uma leitura bastante decepcionante.


A leitura do livro 𝑨 𝑳𝒐𝒏𝒈𝒂 𝑽𝒊𝒂𝒈𝒆𝒎 𝒂 𝑼𝒎 𝑷𝒆𝒒𝒖𝒆𝒏𝒐 𝑷𝒍𝒂𝒏𝒆𝒕𝒂 𝑯𝒐𝒔𝒕𝒊𝒍 foi uma leitura difícil ... Para não dizer chata. Perdi completamente a vontade de ler a continuação da trilogia. 



Eu soube a existencia do livro Psicopata Americano na ultima leitura coletiva do ano.  Eu fiquei cri cri com essa leitura... A narrativa é cansativa e cheio de detalhes da limpeza de pele do personagem principal. Enfim, foi a decepção do ano mais cara da minha vida... HEHEHE




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22 de janeiro de 2021

Resenha: Em Algum Lugar Nas Estrelas (Navigating Early)

 


“Quando chove, é sempre Billie Holiday”


A leitura do livro Em Algum Lugar Nas Estrelas tem uma narração boa e bastante fluida. É narrado em primeira pessoa pelo jovem Jack Baker uma criança de 13 anos órfão de mãe e seu pai parecia ignorar a sua existência... Os personagens importantes da história são: Jack Baker e o enigmático Early Auden


A história começa quando Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden. 




Em Algum Lugar Nas Estrelas (Navigating Early)
Escritora: Clare Vanderpool
Editora: Darkside Books
Ano: 2016
Avaliação: ☕☕☕☕☕ 






Clare Vanderpool cresceu lendo livros em lugares incomuns: vestiários, banheiro, andando pela calçada (às vezes, dando com a cara em postes), igreja, aula de matemática. Ela desconfia que alguns professores sabiam que ela escondia um livro atrás do livro da escola, mas os bons nunca falaram nada. Clare foi a primeira autora estreante a receber o cobiçado prêmio John Newbery Medal de mais distinta contribuição para a literatura infantil norte-americana, da American Library Association, por Minha Vida Fora dos Trilhos. Seu segundo romance, Em Algum Lugar nas Estrelas (DarkSide® Books, 2016), foi eleito um dos Printz Honor Books em 2014. Clare mora em Wichita, Kansas, com o marido e os quatro filhos do casal. 




As Ilustrações dos capítulos são constelações do Zodíaco; estão intimamente ligadas à como a Terra se move através dos céus. Essas constelações marcam a rota pelo qual o sol parece viajar ao longo de um ano, chamada de eclíptica. 

“Ligar os pontos. Minha mãe dizia que olhar as estrelas tinha a ver com isso. Lá em cima é como aqui embaixo, Jackie. Você precisa procurar as coisas que nos conectam. Encontrar os jeitos com que nossos caminhos se cruzam, nossas vidas se interceptam e nossos corações se encontram.” 

Em Algum Lugar Nas Estrelas, É Um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden. 


Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisséia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor. 


Ao decorrer da história percebemos que o comportamento de Early Auden é de uma criança com a síndrome de Asperge, uma forma branda de autismo. Early segue alguns rituais. Com relação a música, por exemplo, ele escuta Louis Armstrong às segundas, Frank Sinatra às quartas, Glenn Miller às sextas e Mozart aos domingos. E se chover, ele ouve Billie Holiday. Ele também tem o hábito de separar balas de goma por cor para se acalmar. Porém, só seria descoberta muito tempo depois da Segunda Guerra o que deixou a história do personagem um pouco mais leve. 

Louis Armstrong às segundas, Frank Sinatra às quartas, Glenn Miller às sextas e Mozart aos domingos. E se chover, ele ouve Billie Holiday.


Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam para casa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta – ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz. 


“Os que quase se deixam consumir pela caçada, os desesperados, digamos, por aquilo que acham que procuram, normalmente estão bem longe do que de fato estão procurando. É verdade, também, que às vezes eles não estão procurando nada, mas fugindo de alguma coisa.” 

No decorrer da jornada pela floresta percebemos uma verdadeira amizade entre Jack e Early. Embora, pareça uma amizade improvável Jack era uma ruptura necessária para os pensamentos lineares de Early . E na maioria das vezes, os pensamentos confusos e desconexos de Early precisavam ser organizados de alguma maneira por Jack. 

era fácil esquecer que Early tinha sentimentos... Isso acontece geralmente quando colocamos estigmas na pessoas que sofrem de algum sofrimento psíquico. Early embora tivesse sempre focado no "seu mundinho" em sua busca incansável por Fisher, suas histórias sobre o Pi que pareciam se confundir com a vida real e ser um gênio na matemática. Ele era um garoto de verdade com sentimentos de verdade. 

“Quando o oceano molhou meus pés, percebi que Early Ausden, o mais estranho dos garotos, tinha me salvado de ser levado embora. Ele me salvou quando me ensinou a reconstruir um barco, que os números contam historias e que, quando chove, é sempre Billie Holiday.” 

A História do Pi que era narrado pelo Early não era somente sobre o seu irmão mais Velho Fisher, que foi soldado na segunda guerra mundial e foi dado como morto junto com os outros soldados que eram os seus amigos como pareceu nos primeiros capítulos... A história se "conectou" com o Luto do pai de Jack que ao perder a sua mulher e colocar o Jack no internato achou no trabalho uma forma de fugir... E ao próprio Jack, que se sentiu responsabilizado de alguma maneira com a morte da sua mãe. E achou uma "linguagem" que tanto ele quanto seu pai entendiam a saudade que é uma maneira saudável de viver o Luto. 


O livro Em Algum lugar nas Estrelas é uma daquelas grandes histórias que permanecerá comigo muito tempo. A realidade pode ser uma grande fantasia ou uma coincidência inevitável. Somos muito mais que um simples desejo do acaso. 


“Não existem coincidências. Apenas milagres e aos montes.”




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20 de janeiro de 2021

[T deTAG ] Sandy & Júnior Book TAG

 

Quando a Tary publicou o Sandy &Júnior Book TAG em seu canal do Youtube. Eu fiquei alucinada querendo responder esta TAG que ela mesmo criou. Ela pegou músicas da melhor duplinha da nossa vida e fez dez categorias para associarmos a livros. 
Fazendo uma pesquisa rápida aqui nos "Arquivos" do blog. Eu nunca tinha escrito sobre a dupla Sandy e Junior. Eu nasci no começo de 1986, eu aproveitei plenamente tudo que os anos 90 (com resquícios dos anos 80) tiveram a oferecer. Segui o fenômeno Sandy & Jr desde o inicio, ficando mais fã declarada em 1994 (eu tinha oito anos na época...) eu ganhei uma fita cassete do álbum Você é D+ e ouvia incansavelmente o lado A eo lado B nos recreios da escola do fundamental... Ostentação naquela época era ter; fita cassete, CD e dico de vinil dos seus cantores preferidos... Comprei outros fita cassete, CDS e dico de vinil e os DVD´S desde então... Em 1999, a rede globo criou o Seriado Sandy & Junior e montei uma pasta com reportagens que saiam nas revistas, postêr e até aqueles poster gigantes da dupla...
Ouvir a discografia da dupla Sandy&Junior é visitar novamente a minha infância e adolescência... É nostalgicamente maravilhoso! Eu achei muito divertido responder e, principalmente, assistir os clipes para responder (com propriedade) essa TAG.

1. O que é imortal não morre no final...
 Um livro que não foge do óbvio. 

A culpa é das estrelas o livro conta a história de uma garota chamada Hazel que foi diagnosticada com câncer aos treze anos e agora, aos dezesseis, sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões. Ela sabe que sua doença é terminal e passa os dias vendo tevê e lendo Uma aflição imperial... Embora, passamos a leitura sabendo que os personagens ambos, tem câncer e podem morrer a qualquer momento o romance tem a capacidade de nos prender até o ultimo okay!



2. Eu acho que pirei...
Um livro meio maluco (ou que te deixou meio maluco). 

(Review) Após o desaparecimento repentino de seu pai, Gabriella Mondini enfrenta uma crise: sem o seu aconselhamento, ela não pode mais praticar a medicina. Então, junto de seus dois fiéis servos, Olmina e Lorenzo, ela explora toda a Europa para descobrir para onde — e por que — ele se foi.

Comecei a ler "O Livro da Loucura e das Curas" no final do mês de setembro. Intercalando com as leituras obrigatórias da faculdade e parando um pouco de ler nas semanas de provas e trabalhos do semestre. Quando li a primeira descrição (com tanto detalhes...) de uma doença nesse livro, eu achei que tinha pegado algum livro de Psicopatologia da faculdade por engano, confundi com o DSM-IV - Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Norte-Americana de Psiquiatria, IV mesmo as doenças sendo fictícia e algumas delas vir para o lado mais poético, como a doença da lágrima negra que aflige as mulheres angustiadas que não conseguem falar sobre os seus sofrimentos. 



3. Esse turu, turu, turu, turu aqui dentro...
Um livro que fez seu coração bater mais forte. 

A Vida do Livreiro A.J. Fikry A. J. Fikry, dono de uma pequena livraria em Alice Island. O slogan da sua loja é “Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo”. Apesar disso, A. J. se sente sozinho, tudo em sua vida parece ter dado errado. Até que um pacote misterioso aparece na livraria. A entrega inesperada faz A. J. Fikry rever seus objetivos e se perguntar se é possível começar de novo.... Esse livro fez o meu coração bater mais forte quando o personagem se deixa cativar pela pequena Alice e os dois tem aprendizados maravilhosos durante a narrativa.


4. Você desperdiçou...
Um livro com plot mal aproveitado. 


Teorema Katherine; Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines.


É uma Leitura sofrível! No decorrer do livro veio à pergunta “tem certeza que é o mesmo autor?” fiz algumas tentativas nos dias anteriores, mas a leitura não engrenava só não abandonei a leitura, pois queria comprovar a ruindade do livro... Algumas partes animam, que Colin fala sobre constelações e sobre a importância que é para ele como um garoto prodígio fazer a diferença no mundo tem sacadas realmente bacanas no decorrer da historia... (spoiler)

5. Olha o que o amor me faz, fiquei tão boba, fiquei assim...
 Um livro/autor que te deixou boba (o) de amor. 

Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma. leitura que mais se aproxima da "A Culpa É Das Estrelas" com escrita tipica do John Green sem deixar o leitor entendiado. Li o livro em menos de uma semana, e não economizei nos post its pois, precisava marcar de alguma maneira as frases e passagens que eu achei bacana.



6. Vai ter que rebolar, rebolar...
 Um autor que vai ter que rebolar pra te reconquistar.

Nicholas Sparks é um autor que vai ter que rebolar pra me reconquistar TODOS os seus livros foram tranformados em filmes "agua com açucar" e isso, já é um dos motivos suficientes para perder a vontade de ler algum livro desse ator.

7. Faz sorrir, ou faz chorar... 

Um livro que te fez rir e também te levou às lágrimas.

(Review) A Guerra Que Salvou a Minha Vida Kimberly Brubaker Bradley Essa história é maravilhosamente marcante! É a minha leitura preferida do ano de 2017. Um ponto que me tocou bastante, é que em várias partes a autora deixa claro que os dois irmãos não sabem ler ou não sabem o nome de atividades simples do dia a dia, e era necessário um adulto e Susan se tornou aos poucos uma mãe ideal para aquelas crianças... Ada me arrancou lagrimas e risos durante a sua trajetória em vê-la perceber que é capaz de muitas coisas, algumas até que ela nem imaginava. Senti cada emoção junto com os personagens.


8. Inesquecível em mim...
 Um livro que vive reaparecendo na sua mente. 

(Review) Ano passado, eu aprendi que “Às vezes os livros só nos encontram no momento certo.”. Eu li o livro Extraordinário da autora R.J Palácio em um desses momentos complicados que a vida da um giro de 180° e mesmo assim, você arranja forças para "se virar...". Enfim... Esse foi o melhor "presente" que eu pude presentear a mim mesma depois de ter passado esse momento ruim e sobrevivido.



O livro Auggie& Eu - Três histórias Extraordinárias não é uma continuação do livro Extraordinário e sim um complemento da história. Sim, você terá que ler o livro para conseguir entender o decorrer da história.

9. Quero aprender com você...
 Um livro que te ensinou muito

Pretinha, eu? Uma menina negra ganhou uma bolsa de estudos em um colégio onde nunca havia entrado um aluno negro. Desencadeou-se uma história de discriminação, preconceito e muitas descobertas. esse livro foi indicação de uma professora de português para a aula de leitura.No meio de uma aula de leitura a professora disse que eu me parecia muito com a Pretinha da história, não pelo meu tom de pele, pois eu sempre fui branquinha hehehe, mas por ser a mais velha de uma turma que todos tinham onze anos e pelo meu “mau jeito” (no começo) de me enquadrar, em uma escola com métodos tão rigorosos quanto o Harm… Ops! Colégio T.

Sofri Bullying todos os dias do ano que estudei no colégio T. Sofria todos os tipos de agressões; intencionais, verbais e psicológicas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas.No meu caso, por exemplo, a crueldade veio também por parte dos adultos professores da época “Ela parece à pretinha da história...” reforçando apelidos e motivos de chacota

10. Baby, eu já sabia que ia dar certo...
 Um livro que você amou antes de ler.

(Review) A GUERRA QUE ME ENSINOU A VIVER, a emocionante continuação do livro de Kimberly Brubaker Bradley.Após uma infância de maus-tratos, Ada finalmente recebe o cuidado que merece ao ter seu pé operado. Enquanto tenta se ajustar à sua nova realidade e superar os traumas do passado, ela se muda com Jamie, lady Thorton e Susan ― agora sua guardiã legal ― para um chalé em busca de um recomeço.



Bem, não conheço muitas pessoas nesse mundo literário que queira responder essa tag. Então, deixarei ela em aberto, podem responder essa tag quem quiser e compartilhar com seus amiguinhos. 



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18 de janeiro de 2021

Resenha: O Menino do Pijama Listrado

Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus.Também não faz ideia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito.


O Menino do Pijama Listrado
John Boyne
Ano: 2007
Páginas: 186
Editora: Companhia das Letras




Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel,um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. 'O Menino do Pijama Listrado' é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

@@@


Esse livro estava na prateleira dos "livros não lidos" a um tempo... Ganhei esse livro da minha mãe que, viu esse livro no folheto da Avon e resolveu me presentear com uma" edição econômica". A narrativa ao longo da história deixa a leitura mais gostosa, com gosto de aventura infantil mesmo sendo sobre uma das épocas mais vergonhosa da história do mundo. Na minha opinião, o personagem principal chama-se Bruno uma criança de 08 anos que sonha ser um explorador no futuro;
"O problema da exploração é que você precisa saber que aquilo que encontrou valeu a pena ser encontrado, Algumas coisas estão lá, cuidando da própria vida esperando para serem descobertas. Como a América. Outras coisas é melhor que deixemos em paz. Como um rato morto no fundo do armário."
não economizei nos post its... 
Depois de uma tarde produtiva de brincadeiras e explorações Bruno ao chegar em casa, vê sua babá Maria arrumando as suas rupas e pertences em uma mala e os pertences de toda a casa estão sendo encaixotadas... Bruno é o unico que não está tão animado com toda aquela mudança e ao chegar á casa de Haja Vista as coisas só pioram no quesito animação até que sua babá lhe dá um conselho precioso;
"Uma coisa é certa: ficar sentado se sentindo infeliz não vai mudar nada."
Bruno bastante chateado entra no escritório do pai e tenta convence-lo a voltar para Berlim pois, lá moravam os seus avós e a maioria dos amigos da família. E o pai mesmo sendo um pouco ríspido com Bruno ele lhe dá outra verdadeira lição;
"Nossa casa não é uma construção, ou uma rua, ou uma cidade, ou coisa alguma tão artificial quanto os tijolos e a argamassa. O lar é onde mora a família de alguém, não é mesmo?."


A amizade entre um menino Alemão e um menino Judeu em tempos de Holocausto tornou-a história do livro O menino do Pijama Listrado leve. Pois, foi narrada por uma criança inocente das barbaridades que aconteciam ao seu redor... Porém, não menos horrorosa das coisas que sem leêm nos livros de história sobre 2° guerra mundial. Depois de ler esse livro, fiquei com um "vazio existencial" querendo focar que esse tipo de história aconteceria somente em ficção nunca na vida real de algum povo...

Resenha: Reconstruindo Amelia


"Há muitas definições para a palavra idiota no dicionário.Não seja mais uma."

Eu li o livro  Reconstruindo Amélia da autora Kimberly Mccreight, em 2015 Foi uma leitura devagar quase rastejante... mas, eu gostei do desenrolar dessa história.


Logo no inicio da leitura acompanhamos Kate recebendo a devastadora noticia sobre a morte de sua filha, logo no inicio suspeita-se que Amélia havia cometido suicídio. 

Reconstruindo Amelia
Kimberly McCreight
Páginas: 349
Ano: 2014
Editora: Arqueiro
Avaliação:☕☕☕☕☕ : Excelente



Sinopse: Kate Baron, uma bem-sucedida advo­gada, está no meio de uma das reuniões mais importantes de sua carreira quando recebe um telefonema. Sua filha, Amelia, foi suspensa por três dias do Grace Hall, o exclusivo colégio particular onde estuda. Como isso foi acontecer? O que sua sensata e inteligente filha de 15 anos poderia ter feito de errado para merecer a punição?

Kate é a mãe solteira e sempre fez o que estava em seu alcance para conciliar a vida de mãe com a vida de profissional ela é uma advogada de sucesso em Nova Iorque e para compensar a ausência de um pai na vida de Amélia. Ela nunca contou a verdade para a filha sobre o pai e também só vamos descobrindo sobre ele no decorrer da história. 

Amelia era uma aluna exemplar, mas era uma pessoa um pouco solitária. Ela tinha apenas uma melhor amiga e passou grande parte da sua vida na companhia de sua babá, enquanto Kate trabalhava. Porém, apesar da ausência constante da mãe, a relação das duas era muito boa e elas sempre faziam programas juntas nas horas livres. No dia de sua morte, Kate recebeu um telefonema da escola falando que Amelia havia sido suspensa e que a mãe deveria buscá-la imediatamente. Kate deixa uma importante reunião da empresa em que trabalha e vai para a escola da Amelia, porém acaba se atrasando e quando chega sua filha já está morta. A polícia afirma que Amelia cometeu suicídio impulsivo, provocado pela pressão de ter plagiado um trabalho de inglês e ser suspensa como consequência. Kate não acredita muito nisso, pois Amelia era uma aluna excelente e o trabalho era sobre sua autora preferida. Porém, ela fica tão, mas tão mal, que não chega a pensar em confrontar a polícia. 

Kate passa dias terríveis e decide voltar ao trabalho como forma de ocupar um pouco a sua mente e logo no primeiro dia recebe uma mensagem anônima dizendo que Amelia não havia pulado do telhado da escola. Imaginando ser uma brincadeira de péssimo gosto, ela decide ignorar a mensagem, porém outras continuam vindo, cada vez mais misteriosas. Kate decide então checar a investigação e descobre que ela foi feita às pressas e que o suposto "bilhete" de suicídio de Amelia, a palavra "Perdão" escrita no telhado, não havia sido escrita por ela. Ela decide então investigar o que realmente aconteceu com Amelia e acaba descobrindo fatos sobre a vida de sua filha que ela nem poderia imaginar.

Os capítulos do livro são alternados entre diferentes personagens. Temos capítulos atuais sobre Kate, narrados em primeira pessoa, a partir do dia da morte da Amelia, trechos de seu diário quando ela descobriu que estava grávida, conversas de celular de Amelia, postagens no facebook, e alguns capítulos contados pela própria Amelia, algumas semanas antes de sua morte. Também há postagens de um blog de fofocas da escola, chamado GrAcIoSaMENTE.

Ao decorrer da leitura, vamos reconstruindo Amélia através de vários acontecimentos e fragmentos com alternâncias de pontos de vista. E descobrindo quem ela realmente era, sem ser somente uma descrição vazia "aluna e atleta exemplar". Através de suas "memórias" ficamos sabendo quando ela recebeu um convite para entrar em um clube da escola, uma espécie de fraternidade, que supostamente deveria ser proibido. A partir desse convite, sua vida começa a tomar novos rumos e a própria Amélia passa por várias descobertas sobre si mesma. A descoberta da própria sexualidade e o amor inconsequente por Dylan. Eu gostei da leitura, a narrativa prende do inicio ao fim como um bom suspense. A leitura foi demorada e ocasionou um pouquinho de "sofrimento" pois, ficava muito curiosa até retornar a leitura intercalando com as leituras da faculdade.

Amélia era só uma adolescente, com uma mãe ausente e uma melhor amiga egoísta e um pouco insuportável. Com atitudes típicas de adolescente... Não me identifiquei com a fase de ser inconsequente típico da adolescência da personagem principal. Alguns adultos me surpreenderam com o tamanho da falta de responsabilidade e de bom senso ao desenrolar da história. Nem o diretor tinha controle sobre as irmandades?

O final do livro me decepcionou... Eu imaginava um final totalmente diferente e melhor trabalhado, fiquei inconformada pois, a narrativa da história trouxe varias questões: Bullling, amor, amizade e relacionamento com um suposto pai. E todas essas questões poderiam fazer parte de um final surpreendente e nada tão óbvio. 

"As roupas eram para Sylvia o que os livros eram para mim: a única coisa que realmente importava." - página 30
"Amelia aprendera a ler aos 4 anos e,desde então,vivia com um livro nas mãos.Lia na banheira;caminhando pela calçada;à noite,no escuro,com uma lanterna.Mesmo todas aquelas estantes não tinham sido suficientes para sua biblioteca;os livros excedentes formavam pilhas altas ao longo de cada parede.Kate às vezes se preocupara com a obsessão de Amelia pelos livros,pensando que seria sinal de solidão." - página 75

Resumindo: tirando esses pequenos poréns, o livro é muito bom e eu recomendo! Caso alguém já tenha lido ou se interessado em ler, me conte nos comentários.



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17 de janeiro de 2021

Resenha: Bisa Bia, Bisa Bel - Ana Maria Machado.

A história é contada pela própria Isabel, em primeira pessoa, num tom espontâneo que reproduz bem o fluxo do pensamento da protagonista, com leveza e alguns toques de humor, mas com uma delicadeza e ingenuidade capaz de levar às lágrimas o leitor mais sensível. A curiosidade e o estranhamento marcam os títulos dos capítulos – “Pastel bochechuda”, “Tatuagem transparente”, “Trança de gente” – e nos fazem tentar antecipar os acontecimentos.

O livro Bisa Bia, Bisa Bel foi publicado originalmente em 1982, e desde então foram mais de 500 mil exemplares vendidos, além de um rol de prêmios, entre eles o Maioridade Crefisul (1981), o Bienal São Paulo de melhor livro infantil do biênio (1984) e o merecido lugar na Lista de Honra do IBBY (1984). 

Durante uma das arrumações de sua mãe, Isabel toma contato com o passado, por meio dos objetos e fotografias que as duas encontram numa antiga caixinha de madeira. Uma das fotos era da mãe, o que já inquieta bastante a menina.

“Eu olhava para minha mãe e para o retrato da menina, achava meio gozado aquilo, minha mãe criança, brincando no galho de um camelo, pensando em balão d’água. E era meio esquisito, ela grande ali na minha frente, sentada no chão, explicando as coisas” (p. 8).

Mas as coisas se complicam mesmo quando ela se depara com o retrato de sua bisavó, Beatriz. Para surpresa de Isabel, ao tentar colocar a foto no bolso, ela começa a ouvir uma voz – este foi o começo das longas conversas que teria com Bisa Bia, que passaria então a acompanhar a menina na escola e nas brincadeiras, sempre dando conselhos e opiniões, e deixando-a às vezes em situações embaraçosas com os colegas. Mas, afinal,

“Como é que eu podia explicar (…) que Bisa Bia estava existindo agora para mim?”



Sinopse: A menina Bel encontra um dia uma foto de sua bisavó Bel, entre as coisas de sua mãe. A partir daí, ela inicia uma relação de muitas descobertas com essa pessoa tão importante na vida de sua família e na da própria. Até que surge uma menina inesperada. Uma relação de amizade e troca, capaz de emocionar a todos.

Três gerações encontram-se com sensibilidade e poesia nesta verdadeira obra-prima de Ana Maria Machado.



Bisa Bia, Bisa Bel
Ilustrador: Mariana Newlands
Editora: Salamandra
80 páginas




Tive uma ligação quase que "transcendental" com esse livro sou movida a histórias não resolvidas e saudades que vem do nada... Risquei a palavra saudade do meu vocabulário mas esse ano de 2015 essas "saudades" viram a tona com um turbilhão de memórias... Acredito que os livros nos encontram no momento certo. E depois de várias indicações  encontrei essa edição na biblioteca da faculdade na qual dividimos com uma escola...




Bisa Bia, a voz da tradição e de um outro modelo de feminilidade, não apreciava as brincadeiras “de menino” de Isabel, que não eram coisa de mocinha bonita e bem-comportada. Mas, apesar das censuras, o contato com Bisa Bia faz com que a menina conheça coisas de um tempo que já passou – toucador, baba-de-moça –, e a autora faz dessas pequenas descobertas um elemento interessante que apela para a curiosidade e passa longe de um aprendizado puro e simples. Contrapondo-se a Bisa Bia, surge então, num momento-chave para a personagem, Neta Beta, uma outra voz que começa a se intrometer nas conversas apresentando um ponto de vista bastante diferente.

As duas vozes, de Bisa Bia e Neta Beta, acabam fazendo com que Isabel encontre um meio-termo entre as duas maneiras de ser menina e mulher. Nas palavras dela:

“Impossível saber sempre qual o palpite melhor. Mesmo quando eu acho que minha bisneta é que está certa, às vezes meu coração ainda quer-porque-quer fazer as coisas que minha bisavó palpita, cutum-cutum-cutum, com ele… Mas também tem horas em que, apesar de saber que é tão mais fácil seguir os conselhos de Bisa Bia, e que nesse caso todos vão ficar tão contentes com o meu bom comportamento de mocinha, tenho uma gana lá de dentro me empurrando para seguir Neta Beta, lutar com o mundo, mesmo sabendo que ainda vão se passar muitas décadas até alguém me entender. Mas eu já estou me entendendo um pouco – e às vezes isto me basta.” (p. 53)

Este trecho é um exemplo marcante de como Ana Maria Machado encontra-se em harmonia com os sentimentos da pequena leitora, afinal a maioria das meninas, na infância, fica insegura sobre como se comportar, sobretudo diante dos meninos.



Ilustração e projeto gráfico estão em sintonia, e remetem ao próprio clima da narrativa. Suaves e delicadas, parecendo feitas a lápis, em preto de branco, remetem ao passado e à tradição, favorecendo uma apreciação reflexiva do que se vê e lê. As ilustrações, premiadas com o Jabuti em 1984, retratam cenas atuais da personagem, mas também objetos da época de sua bisavó que povoam o imaginário da menina.


O desfecho é emocionante e surpreendente, e a protagonista descobre por si mesma que as três – Isabel, Bisa Bia e Neta Beta – juntas são invencíveis.




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Resenha: A Bruxa não Vai Para a Fogueira Neste Livro


Há esse livro... Sabe aquele tipo de leitura que fica na sua mente? Tá ai! 
Ele me instigou a escrever sobre as minhas dores e as alegrias; No que compreendo sobre as coisas que eu sinto e principalmente sobre as coisas que fogem da minha compreensão mesmo sentindo muito!


Titulo: A Bruxa não Vai Para a Fogueira Neste Livro
Autor: Amanda Lovelace
Editora: Leya
Compre: amazon



Aqueles que consideram “bruxa” um xingamento não poderiam estar mais enganados: bruxas são mulheres capazes de incendiar o mundo ao seu redor. Resgatando essa imagem ancestral da figura feminina naturalmente poderosa, independente e, agora, indestrutível, Amanda Lovelace aprofunda a combinação de contundência e lirismo que arrebatou leitores e marcou sua obra de estreia. A princesa salva a si mesma neste livro, cujos poemas se dedicavam principalmente a temas como relacionamentos abusivos, crescimento pessoal e autoestima. 


Agora, em A bruxa não vai para a fogueira neste livro, ela conclama a união das mulheres contra as mais variadas formas de violência e opressão. Ao lado de Rupi Kaur, de Outros jeitos de usar a boca e O que o sol faz com as flores, Amanda é hoje um dos grandes nomes da nova poesia que surgiu nas redes sociais e, com linguagem direta e temática contemporânea, ganhou as ruas. Seu A bruxa não vai para a fogueira neste livro é mais do que uma obra escrita por uma mulher, sobre mulheres e para mulheres: trata-se de uma mensagem de ser humano para ser humano – um tijolo na construção de um mundo mais justo e igualitário.

Sabe aquele livro que da vontade de marca-lo inteiro de tantas frases boas que ele tem e você enche de post it. São essas frases que te fazem parar, refletir e às vezes até mudar seus conceitos.


Mulheres: Nós podemos fazer ouro do lixo
– um feitiço.


Quando nossas habilidades se tornam muitas, eles tentaremos trancar na escuridão sem ao menos uma vela para nos guiar. Mal sabiam que o nosso fogo-raiva de mulher iluminaria nosso caminho para casa muito bem.
_ você é o seu próprio farol.


Ser uma mulher é estar pronta para a guerra, sabendo que todas as possibilidades estão contra você.
_ e nunca desistir apesar disso
As mulheres aguentam não apenas porque somos capazes disso;
não, as mulheres aguentam porque não temos nenhuma outra opção.
_eles nos queriam fracos e nos obrigaram a ser fortes


Eles vão tentar roubar sua luz & usá-la como arma contra você mesma. 
Mas há uma boa notícia: eles não tem perseverança para controlá-la como você tem. Queime todos os que tentarem queimar você.
_ 2° mandamento das bruxas


Ser mulher não tem que significar essa competição torta. Vamos cultivar a ideia de ser mulher até que ela cresça e se torne irmandade espalharemos sementes de lavanda sobre nossas velhas feridas até que fiquemos finalmente curadas.
_ suas irmãs não são suas inimigas
Rainhas não precisam fazer referências diante de ninguém.
rainhas não precisam de beijos delicados nas costas de suas mãos
rainhas não precisam se desculpar antes de fazer exigências
rainhas não precisam pedir a aprovação de ninguém.
& neste castelo feito do fogo das bruxas somos todas
umas rainhas filhas da puta.
_ e elas beberam vinho e riram para todo o sempre.


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© Expresso Literário
Maira Gall